Barraqueiros apresentam versão sobre agressão a casal em Porto de Galinhas

Barraqueiros divulgaram vídeos nas redes sociais para relatar sua versão da agressão a turistas em Porto de Galinhas
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Barraqueiros acusados de participar das agressões contra um casal de turistas de Mato Grosso na praia de Porto de Galinhas, no litoral de Pernambuco, divulgaram vídeos nas redes sociais para apresentar sua versão dos fatos. O episódio ocorreu após uma discussão envolvendo a cobrança pelo aluguel de cadeiras e barracas.

Segundo reportagem publicada pelo Estadão Conteúdo, em uma das gravações, um homem que se identifica como representante dos comerciantes afirma que não houve motivação homofóbica no ataque. “Não existe cunho algum de homofobia. Estão tentando vincular isso à história, mas não foi isso. Aparentemente, os turistas estavam embriagados”, diz, sem se identificar.

Na sequência do vídeo, outro homem, apontado como o barraqueiro que teria alugado as cadeiras ao casal, diz que teria sido agredido primeiro. “Ele me deu um mata-leão. Antes disso, bateu no cardápio. Depois, eu empurrei”, referindo-se a um dos turistas.

A Associação de Barraqueiros do Litoral de Ipojuca (Abli) divulgou nota em que repudiou a violência e afirmou que, neste momento, aguarda os desdobramentos das investigações. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel-PE), Tony Sousa, também lamentou o episódio. Para ele, apesar da gravidade do caso, a resposta do poder público pode resultar em melhorias no serviço oferecido aos turistas.

Entidades do setor turístico, como a Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas (AHPG), o Trade Turístico local e a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), também se manifestaram publicamente, cobrando a responsabilização dos envolvidos.

A Prefeitura de Ipojuca informou que reforçou a fiscalização na orla, com aumento do efetivo da Guarda Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente. Segundo o município, haverá atenção especial ao cumprimento do Código de Defesa do Consumidor, incluindo ações contra práticas irregulares como cobrança de consumação mínima e atuação de flanelinhas.

Nas redes sociais, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), classificou o caso como “inadmissível” e afirmou que não se trata de um incidente isolado, mas de um crime grave. Ela informou que 14 suspeitos já foram identificados e devem ser indiciados.

De acordo com o relato do casal, Cleiton Zanatta e Johnny Andrade, eles estavam passando férias em Porto de Galinhas quando foram abordados por um comerciante oferecendo o aluguel de cadeiras. No momento do pagamento, o valor cobrado teria sido quase o dobro do que havia sido combinado inicialmente.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Johnny afirmou que se recusou a pagar o novo valor e, após a discussão, o comerciante teria arremessado uma cadeira contra ele. “Quando eu me dei conta, tinha uns 10, 15 em cima da gente, batendo”, relatou. Segundo ele, Cleiton conseguiu fugir, enquanto cerca de 30 homens teriam participado das agressões.

Nas imagens, Johnny aparece com o rosto inchado e diversos hematomas. Ele afirma ter sido agredido com socos e chutes e diz que só conseguiu escapar após a intervenção de salva-vidas, sendo levado em um veículo do Corpo de Bombeiros. Outro vídeo mostra homens cercando o carro e tentando continuar as agressões.

O casal também criticou a falta de policiamento na praia e as condições do hospital onde receberam atendimento. Eles afirmaram que pretendem processar a prefeitura de Ipojuca e o governo do Estado de Pernambuco.

 

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