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Câmara dos Deputados do Brasil é a mais desigual em gênero da América do Sul

A casa legislativa brasileira apresenta a segunda média de idade mais elevada quando comparada com equivalentes da região
26 de fevereiro de 2024

A organização internacional União Interparlamentar (IPU, na sigla em inglês) aponta a Câmara dos Deputados do Brasil como a mais desigual em gênero da América do Sul.

Segundo o IPU, a casa legislativa brasileira apresenta a segunda média de idade mais elevada quando comparada com equivalentes da região.

Atualmente, apenas 17,5% das vagas da Câmara dos Deputados do Brasil são ocupadas por mulheres, menos da metade da proporção registrada na Bolívia (46%), no Equador (43%) e na Argentina (42%), países que lideram o ranking de equidade parlamentar.

Os três países líderes do ranking adotam medidas de incentivo à equidade de gênero na política. Na Argentina e no Equador, por exemplo, a votação é feita por lista, com candidatos intercalados por gênero.

Na Bolívia, a Constituição prevê a participação igualitária entre mulheres e homens na eleição da Casa legislativa, além de presença equitativa no controle do poder político no país.

No Brasil, nos últimos anos, as mulheres têm conquistado espaços em cargos de poder na política. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quantidade de deputadas federais eleitas saltou de 5,7% em 1998 para 17,7% em 2022, recorde na série histórica.

Apesar disso, a porcentagem de mulheres na Câmara dos Deputados no Brasil nunca atingiu um quinto da Casa (20%).

A legislação eleitoral brasileira garante um percentual mínimo de 30% e máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. Os partidos também devem reservar parte dos recursos partidários e eleitorais e de tempo propaganda eleitoral gratuita para candidaturas femininas. No entanto, muitas vezes as regras são desrespeitadas.

Câmara dos Deputados têm segunda maior média de idade da América do Sul

A organização internacional União Interparlamentar também indicou que a Câmara dos Deputados do Brasil é a segunda com maior média de idade da América do Sul: 51 anos. A liderança é da Argentina, com 52 anos de média.

A Bolívia e a Colômbia são os dois países sul-americanos com Casas baixas com a menor idade média: 44 anos. O Equador e a Venezuela não tiveram dados computados pelo levantamento.

Segundo dados do TSE, a idade média dos deputados federais tem oscilado de 49 a 51 anos desde 1998. Atualmente, a Casa tem apenas 4% da sua formação composta por jovens de até 30 anos.

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