Movimentos Populares, centrais sindicais, partidos políticos, autoridades e personalidades brasileiras lançaram, nesta terça-feira (10), uma campanha em que denunciam a intensificação das agressões dos Estados Unidos, sob a liderança do governo de Donald Trump, contra Cuba. O movimento convoca o governo brasileiro a assumir um papel ativo e solidário diante da grave crise humanitária imposta ao povo cubano pelo bloqueio econômico.
O movimento lançou um abaixo-assinado online que pode ser acessado através deste link. A campanha foi intitulada como “Solidariedade imediata ao povo e ao governo cubano”.
A campanha denuncia a recente decisão de Donald Trump de impor sanções e novas tarifas a qualquer país que venda ou forneça petróleo a Cuba. “A ofensiva contra Cuba integra um plano mais amplo de intervenção política e controle da América Latina, reiterado publicamente por meio da chamada
‘Doutrina Monroe’, diz.
“Cuba é, há décadas, um exemplo concreto de solidariedade internacional. Médicos cubanos atuaram e
seguem atuando em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, oferecendo atendimento de excelência em regiões onde a população historicamente não tem acesso a serviços de saúde. Durante a pandemia de covid-19, Cuba enviou centenas de profissionais de saúde a dezenas de países que enfrentavam o colapso de seus sistemas sanitários”, destaca a campanha.

Campanha convoca governo brasileiro a ajudar o povo cubano
A campanha convoca o povo brasileiro e o Governo do Brasil “a se somarem a um esforço coletivo de apoio urgente à Cuba”. O movimento pede que o presidente Lula assuma um papel ativo nessa iniciativa, com o envio urgente de petróleo e outras fontes energéticas para Cuba.
“É imprescindível que a sociedade brasileira e a comunidade internacional denuncie os verdadeiros objetivos imperialistas dos Estados Unidos e construa uma ampla rede de apoio e solidariedade ao povo cubano. É urgente a realização de uma campanha internacional para o envio de combustível — ou de outras fontes energéticas —, além de alimentos e medicamentos”, diz.
“Trata-se de uma decisão humanitária, política e histórica, capaz de evitar uma das maiores catástrofes humanas já impostas a um povo na história da América Latina e de reafirmar o compromisso do Brasil com a soberania, a paz e a solidariedade entre as nações e os povos”, completa a campanha.