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Candidatura de Lula em 2026 é consenso para PT e aliados, diz Haddad

O responsável pela pasta da Fazenda diz que não pretende ser o sucessor de Lula
2 de janeiro de 2024

Em entrevista ao jornalista Álvaro Gribel, de O Globo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o presidente Lula deve disputar a reeleição. Essa é a opinião dos dirigentes do PT e dos aliados do governo. “Acredito que existe consenso dentro do PT e da base aliada sobre a candidatura do presidente Lula em 2026. Na minha opinião, é uma coisa que está bem pacificada. Não se discute”, disse ele.

O ministro considera um trunfo que o PT tenha por 50 anos uma figura política da estatura e Lula, mas alerta que é preciso pensar em alguém para sucedê-lo no posto. “O fato é que a questão vai se colocar. E penso que deveria haver uma certa preocupação com isso”, comenta Haddad, na entrevista.

O responsável pela pasta da Fazenda diz que não pretende ser o sucessor de Lula.

Em agosto, o PT aprovou documento em que convoca a militância para se organizar em relação às eleições de 2024, considerando-as “momento estratégico” para recondução do presidente no pleito de 2 anos depois.

“É preciso organizar a batalha político-eleitoral desde já (…) e promover a mobilização social no maior número possível de municípios para (…) reeleger Lula em 2026 e fortalecer nosso projeto democrático e popular de país”, diz o texto.

Em julho, o presidente brasileiro disse que a candidatura do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, à reeleição é um “estímulo” para ele também disputar o pleito brasileiro de 2026.

No início de dezembro, ele deu sinal parecido durante uma coletiva ao lado do primeiro-ministro alemão Olaf Scholz, em Berlim.

“No Brasil, no meu governo, em 2030 eu quero entregar ao mundo desmatamento zero na Amazônia para que as pessoas saibam que é possível a gente cuidar do planeta que nos dá vida, água, comida”, afirmou.

RECLAMAÇÕES DE HADDAD

Na entrevista ao Globo, Haddad reclamou das críticas que recebe de integrantes do PT, que em um documento classificaram a política econômica do governo de “austericídio”.

“Curioso ver os cards que estão sendo divulgados pelos meus críticos sobre a economia, agora por ocasião do Natal. O meu nome não aparece”, comenta ele. “O que aparece é assim: ‘A inflação caiu, o emprego subiu. Viva Lula!’ E o Haddad é um austericida. Então, ou está tudo errado ou está tudo certo. Tem uma questão que precisa ser resolvida, que não sou eu que preciso resolver”.

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