Por Cleber Lourenço
A Polícia Federal ainda não voltou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com novos pedidos de medidas cautelares no inquérito que investiga suspeitas relacionadas ao caso Dark Horse, aberto por decisão do ministro André Mendonça em 23 de julho. O ICL Notícias apurou com fontes com acesso às investigações que, desde a instauração do procedimento, nenhuma busca e apreensão, quebra de sigilo, prisão ou outra medida que dependa de autorização judicial foi submetida ou está em análise pelo relator.
A informação afasta, ao menos por enquanto, a hipótese de que possa ocorrer alguma medida mais gravosa envolvendo a investigação que apura o repasse de dinheiro de Daniel Vorcaro para supostamente financiar a produção de um filme inspirado no ex-presidente Jair Bolsonaro.
O inquérito foi instaurado após representação da Polícia Federal para apurar suspeitas envolvendo o financiamento e a produção do documentário Dark Horse, investigação que se conecta a outras frentes sobre operações financeiras ligadas ao Banco Master e pessoas próximas ao senador Flávio Bolsonaro.
A abertura do procedimento gerou expectativa sobre o avanço das diligências, especialmente pela possibilidade de buscas, quebras de sigilo e outras medidas de maior impacto. Até agora, contudo, nenhuma dessas providências voltou ao Supremo para análise do relator.

O que é o caso Dark Horse
O inquérito foi instaurado após representação da Polícia Federal para aprofundar as investigações sobre suspeitas de que recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, tenham sido utilizados para financiar a produção do documentário Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A apuração integra um conjunto mais amplo de investigações sobre operações financeiras envolvendo o Banco Master e pessoas próximas ao senador Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal busca esclarecer se os repasses destinados ao filme fazem parte de um esquema investigado pela corporação e qual foi a origem dos recursos empregados na produção.
Foi nesse contexto que André Mendonça autorizou, em 23 de julho, a abertura do inquérito para permitir o aprofundamento das diligências solicitadas pelos investigadores.
As perguntas que continuam sem resposta
Doze dias após a abertura do inquérito, permanecem em aberto questões importantes sobre o andamento da investigação.
Ainda não se sabe se a Polícia Federal concluiu a análise do material já reunido, se novas testemunhas serão ouvidas, se há outras frentes de apuração em andamento ou se medidas cautelares estão sendo preparadas.
Com isso, a principal expectativa passa a recair sobre os próximos movimentos da Polícia Federal. Será da corporação, e não do Supremo, a próxima iniciativa capaz de dar novos rumos públicos ao caso. E com o calendário avançado, a investigação pode ter desdobramentos em pleno ciclo eleitoral.