Católicos do PT apoiam reeleição de Lula e criticam uso eleitoral da religião

Grupo aprovou carta com defesa do Estado laico, valorização de políticas sociais e críticas à instrumentalização de igrejas na política
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O Partido dos Trabalhadores realizou no dia 30 o 1º Encontro Nacional de Católicas e Católicos do PT. Após um dia de debates, o grupo divulgou uma carta ao povo brasileiro com defesa da democracia, do Estado laico e apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No documento, os participantes afirmam compromisso com a “dignidade humana” e dizem atuar a partir da fé católica aliada à “consciência democrática e ao compromisso com o Brasil”.

O texto também destaca a defesa do Estado laico, da liberdade religiosa e do respeito à diversidade de crenças e à não crença, com rejeição a qualquer forma de intolerância e racismo religioso.

Os signatários criticam ainda o uso político de espaços religiosos. Segundo a carta, há parlamentares que “transformam igrejas em palanques” e que se afastam de compromissos com direitos sociais, trabalhistas e democráticos.

O grupo afirma que pretende fortalecer a atuação de católicas e católicos no campo democrático e popular, com ênfase no protagonismo de mulheres, jovens e trabalhadores.

Apoio a políticas do governo Lula

A carta também lista programas e políticas públicas que representam avanços sociais no país, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Brasil Sorridente, Farmácia Popular, Cozinhas Solidárias e Pé-de-Meia, além da valorização do salário mínimo e ações de combate à fome.

O documento cita ainda como pautas de apoio o fim da escala 6×1 e a implementação da tarifa zero no transporte público.

Defesa do projeto democrático

Os católicos do PT afirmam que as eleições de 2026 devem ser pautadas por um projeto comprometido com igualdade social, soberania nacional e proteção de grupos vulnerabilizados.

Entre as prioridades listadas estão reforma agrária, agricultura familiar, segurança alimentar, proteção ambiental, igualdade racial, direitos das mulheres e defesa de povos tradicionais.

O grupo também defende que o voto seja orientado pela trajetória pública das candidaturas e pelos impactos de suas propostas na vida da população.

Ao final, a carta reafirma o compromisso com a democracia como “caminho indispensável para a construção de um Brasil livre, justo e participativo”.

O documento encerra com apoio à reeleição de Lula, defendendo a continuidade de políticas de reconstrução do país com geração de empregos, garantia de direitos e ampliação de políticas sociais.

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