A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro, foi alvo de uma fiscalização liderada pelo deputado estadual Jari Oliveira (PSB), presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
A fiscalização acompanhou as medidas adotadas pela siderúrgica no combate à poluição atmosférica. A siderúrgica foi cobrada para tomar providências concretas para a melhoria da qualidade do ar no município. O Ibama vai elaborar um relatório ambiental, que será apresentado às Comissões de Saneamento Ambiental e de Meio Ambiente da Alerj.

“Volta Redonda não pode continuar sendo marcada pela poluição. É urgente que a CSN adote medidas reais e eficazes para reduzir os impactos ambientais que afetam diretamente a saúde da população”, afirmou o deputado Jari Oliveira.
Durante a visita, Jari e os técnicos ambientais inspecionaram áreas estratégicas da usina, como as unidades de Sinterização 2 e 4. Também foram solicitadas informações técnicas sobre investimentos em controle de emissões, monitoramento de partículas e ações de mitigação.
O deputado Jari Oliveira afirmou que outras ações de acompanhamento serão realizadas. “Essa luta é antiga, e estamos aqui para dar continuidade a ela com responsabilidade e compromisso. A população de Volta Redonda merece respeito e um ambiente saudável para viver”.
Recentemente, o deputado se reuniu com o superintendente regional do Ibama no Rio de Janeiro, Rogério Rocco, para reforçar o apoio à recomendação conjunta do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que solicita a atuação supletiva do órgão federal na fiscalização da unidade industrial.
CSN
Durante a visita, os técnicos da CSN apresentaram algumas das medidas que estão sendo adotadas para mitigar a poluição em Volta Redonda, entre elas a instalação de um novo conjunto de filtros na Usina Presidente Vargas. A iniciativa integra o plano de modernização das unidades de sinterização da usina e tem como principal objetivo a redução das emissões de material particulado, conhecido como pó preto.
O conjunto de equipamentos apresentado refere-se à Sinterização 2, que já está em operação e tem capacidade para tratar 1,6 milhão de metros cúbicos de gases por hora. Durante a reunião, a empresa também anunciou o cronograma das próximas etapas do projeto: o segundo conjunto de filtros, destinado à Sinterização 4, será entregue até o início de agosto deste ano; já o terceiro e último conjunto, que atenderá à Sinterização 3, tem previsão de entrada em operação em 2026.
Alerj reconhece calamidade pública na saúde de Volta Redonda
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, nesta quinta-feira (26), o projeto de lei que reconhece o estado de calamidade financeira na saúde pública de Volta Redonda, no Sul Fluminense. A proposta foi encaminhada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deu parecer favorável ao ofício enviado pelo prefeito Antônio Francisco Neto (PP). O projeto agora segue para a sanção do governador Cláudio Castro (PL).
O reconhecimento pela Alerj permite que a Prefeitura de Volta Redonda tenha acesso a recursos estaduais e federais com mais agilidade, além de flexibilizar regras fiscais e administrativas. Com isso, o município poderá realizar gastos emergenciais fora das restrições usuais do orçamento.