Desfile de 7 de setembro destaca soberania, Copa e combate ao feminicídio

Desfile em Brasília reúne autoridades e destaca soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027
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Por Agência Brasil

Começou pouco depois das 9h desta segunda-feira (7) o desfile cívico-militar do Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília.

Após a execução do Hino Nacional, o general de divisão João Felipe Dias Alves solicitou autorização para iniciar o evento.

Na tribuna de autoridades figuram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Também acompanham o desfile, posicionados na tribuna, ministros de diversas pastas, incluindo Leonardo Barchini, da Educação; Gustavo Feliciano, do Turismo; Márcia Lopes, das Mulheres; Wolney Queiroz, da Previdência, e Dario Durigan, da Fazenda, além do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias.

Para este ano, o governo federal definiu três eixos temáticos para o desfile: a soberania nacional, assunto recorrente após as tarifas aplicadas a produtos brasileiros; o enfrentamento à violência contra as mulheres, com destaque para um pacto nacional lançado pelos Três Poderes em fevereiro; e a Copa do Mundo Feminina de 2027.

O público começou a chegar ao local antes das 6h30, em meio aos preparativos e ensaios dos participantes do desfile. As arquibancadas cobertas já estavam cheias minutos antes do evento ter início.

O tempo ameno na capital federal, com céu bastante nublado, ajuda os que acompanham as apresentações próximo às grades de segurança.

O desfile cívico-militar tem encerramento previsto para as 11h.

Temas

O combate à violência contra as mulheres tem sido um assunto recorrente neste ano. Em fevereiro, por exemplo, os Três Poderes lançaram um pacto nacional contra o feminicídio. O acordo reconhece que a violência contra as mulheres no país figura como uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.

Este ano marcou a criação de leis pensadas para fortalecer a proteção às mulheres. Entre elas está a criação de um Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência Contra a Mulher. O cadastro facilita a localização de criminosos foragidos. Isso previne crimes, reduz riscos de reincidência, inclusive quando os agressores mudarem de estado.

A soberania nacional é outro tema que tem sido recorrente após as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados para lá. Mesmo após o Brasil argumentar que o país norte-americano tem superávit na relação entre ambos, as tarifas foram aplicadas.

Clique aqui e confira a cobertura da Agência Brasil sobre o tarifaço.

Mesmo sem deixar a mesa de negociação e reiterar sua boa relação com Donald Trump, Lula falou diversas vezes que os EUA não podem usar tarifas para interferir na política brasileira ou nos interesses do país.

As críticas do governo daquele país ao PIX, sistema eletrônico e gratuito de pagamentos usado no Brasil, acenderam ainda mais o sentimento de proteção ao mercado nacional.

O terceiro eixo temático será a Copa do Mundo feminina de futebol 2027, que será realizada no Brasil de 24 de junho a 25 de julho.

O evento terá 64 jogos em oito municípios. A cidade que receberá mais partidas é São Paulo, com dez, seguida por Rio de Janeiro e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre e Recife (sete).

O anúncio da escolha do Brasil como sede ocorreu em maio de 2024, em um congresso da Fifa em Bangkok, na Tailândia. O Brasil obteve 119 votos e venceu a disputa com a aliança formada por Alemanha, Holanda e Bélgica, que conseguiu 78 votos.

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