Apesar das denúncias de restrição à circulação de ônibus que dificultaram o acesso de eleitores às urnas e da tentativa de questionar a legitimidade do processo eleitoral antes mesmo do resultado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno neste domingo (25) e está tecnicamente reeleito para seu quarto mandato como presidente da República, com 51,76% dos votos, contra 48,24% de Flávio Bolsonaro (PL), com 99,87% das urnas apuradas.
Às 20h23, quando apenas 44% das urnas haviam sido contabilizadas, Eduardo Moreira, fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), já havia anunciado a vitória de Lula ao vivo, antes da confirmação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Eu já vou cravar: Lula venceu”, afirmou Moreira, ao explicar que seu modelo de projeção já havia incorporado os resultados dos municípios necessários para estimar o desfecho da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo ele, embora ainda não fosse possível determinar o percentual exato de votos de cada candidato, os dados disponíveis já permitiam apontar o resultado.
Moreira também relembrou as projeções feitas pelo ICL nas eleições anteriores e no primeiro turno deste ano, quando antecipou que a disputa presidencial seria decidida em uma segunda votação.
“Como a gente fez em 2022, sendo os primeiros a cravar a vitória do Lula, como a gente fez no primeiro turno, sendo o primeiro a cravar que haveria segundo turno, porque a matemática, nós estamos sendo os primeiros da mídia a cravar: presidente Lula reeleito presidente da República do Brasil”, declarou.
Eduardo Moreira também destacou a responsabilidade do ICL ao longo da cobertura eleitoral. “Durante todo esse processo, a gente do ICL teve responsabilidade. Todo mundo sabe que somos progressistas, somos um canal progressista. As pessoas sabem em quem a gente vota, mas a gente foi responsável”, afirmou.
Moreira também lembrou que vinha apontando, nas redes sociais, mudanças no cenário eleitoral, incluindo o crescimento de Lula e o impacto das abstenções sobre o resultado do segundo turno.
“Quando eu falei nas redes que o negócio tava virando, que tinha onda, que as abstenções iam fazer a diferença, não era o torcedor ou eleitor, era o engenheiro, o matemático, o cara que gosta de estudar estatística”, completou.