Ameaça de Trump não para o Ibovespa, que sobe 0,76%; dólar fica nos R$ 5,79

Já o dólar à vista encerrou as negociações do dia cotado a R$ 5,7860, leve queda de  0,13%
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Mesmo a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar o aço e o alumínio, medida que afeta diretamente o Brasil, não foi capaz de parar o Ibovespa nesta segunda-feira (10). O principal indicador da Bolsa brasileira fechou o pregão com avanço de 0,76%, aos 125.571,81 pontos.

Trump disse na véspera (9) que taxaria o aço e o alumínio em 25%, medida que atinge em cheio as exportações brasileiras. Com isso, o governo do presidente Lula (PT) pode revidar taxando as big techs, empresas de tecnologia como Google, Meta (dona do Facebook e Instagram), entre outras. No entanto, o Executivo disse que esperaria algo mais concreto antes de revidar.

Contribuíram para o bom desempenho do Ibovespa hoje os pesos-pesados do indicador, como Petrobras (PETR4;PETR3) e Vale (VALE3), que fecharam o pregão no positivo na esteira do desempenho das commodities (petróleo e minério de ferro) no mercado internacional.

No cenário doméstico, os investidores reduziram a cautela após a Casa Civil negar que o governo estuda reajustar o valor do Bolsa Família, conforme ventilado na semana passada depois de entrevista do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil).

Em segundo plano, os analistas do mercado financeiro elevaram pela décima vez a estimativa de inflação para 2025. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a mediana das projeções aponta para alta da inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de 5,51% para 5,58% para este ano. A mediana também aponta inflação maior em 2026 e queda do PIB (Produto Interno Bruto) neste e no próximo ano.

Falando em IPCA, o IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro. Economistas ouvidos pelo Banco Central elevaram a projeção para o indicador de 0,13% para 0,15% no mês passado.

Dólar

Já o dólar à vista encerrou as negociações do dia cotado a R$ 5,7860, leve queda de  0,13%.

Mercado externo

Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York ganharam força, com os investidores ignorando as novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump.

Para amanhã (11), os agentes aguardam falas do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, que participará de uma audiência no Congresso pela manhã.

Entre os destaques da semana estão o relatório do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de janeiro, os pedidos semanais iniciais de auxílio-desemprego e o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês).

O Dow Jones subiu +0,38%, aos 44.470,41 pontos; o S&P 500, +0,67%, aos 6.066,44 pontos; e o Nasdaq, +0,98%, aos 19.714,27 pontos.

 

 

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