Por Guilherme W. Almeida
(Folhapress) – O Grupo Casas Bahia retirou o pedido de ressarcimento de R$ 422 milhões pelo Banco do Brasil. Em documento enviado à Justiça de São Paulo, a empresa afirmou estar em tratativas com o banco para chegar a uma solução consensual sobre o caso.
“O Grupo Casas Bahia informa a desistência de todos os pedidos relacionados ao Banco do Brasil S.A”, diz a companhia em petição anexada ao processo de recuperação judicial.
Procurada pela Folha, a assessoria da varejista informou que está verificando a situação. O Banco do Brasil não respondeu até a publicação desta reportagem.
Segundo a demanda inicial da Casas Bahia, o banco atuou como fiador em garantias contratadas pela varejista junto aos fornecedores Apple e Mapfre Seguros. Após o ajuizamento da recuperação judicial, os fornecedores teriam acionado essas garantias.
O Banco do Brasil teria feito os pagamentos e, em seguida, debitado o valor correspondente das contas da Casas Bahia para se reembolsar.

Defesa do banco
Em resposta, o Banco do Brasil negou a retirada dos R$ 422 milhões e acusou a Casas Bahia de litigância de má-fé -quando uma das partes de um processo mente ou pede algo que contrarie um fato incontroverso, entre outros casos.
“A conduta processual das requerentes não pode ser tratada como mero equívoco, pois tinham condições de verificar que os alegados débitos não haviam ocorrido, não existindo quaisquer valores a serem objeto de devolução ” afirmou o banco em manifestação.
“Disso se conclui, com facilidade, que os eventos narrados pelas recuperandas não condizem com a realidade”.
Histórico da Casas Bahia
O Grupo Casas Bahia entrou, em 16 de agosto, com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais na Justiça de São Paulo e declarou uma dívida de R$ 17,3 bilhões.
Dez empresas da holding fazem parte da ação, entre elas as marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o e-commerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira; além de subsidiárias de logística e tecnologia.
Duas semanas após o pedido, a Justiça paulista não decidiu sobre a concessão da recuperação.