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A conta de luz ficará mais cara a partir deste mês. Na sexta-feira (30), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou o acionamento da bandeira tarifária vermelha, patamar 1, a partir de junho de 2025. Com isso, os consumidores brasileiros terão um acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos na fatura.

A mudança ocorre em razão da redução no volume de chuvas e da consequente diminuição da geração de energia por hidrelétricas, segundo projeções do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Para compensar a baixa nas afluências, será necessário acionar usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado. Em maio, o sistema estava sob bandeira amarela.

A Aneel reforça que a nova sinalização também serve como alerta para um uso mais consciente da energia elétrica por parte da população.

MP do governo amplia isenção na conta de luz

O presidente Lula (PT) assinou em 21 de maio uma MP (medida provisória) que traz importantes alterações no setor elétrico brasileiro. A principal mudança é a ampliação da tarifa social de energia elétrica, que passa a garantir isenção total ou descontos maiores na conta de luz para milhões de brasileiros de baixa renda.

Segundo estimativas do governo, cerca de 55 milhões de pessoas serão beneficiadas com descontos e 60 milhões terão direito à isenção total da tarifa, representando um alívio significativo no orçamento das famílias mais vulneráveis. O custo da iniciativa está previsto em aproximadamente R$ 3,6 bilhões por ano, que será compensado com ajustes internos no setor.

Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, o presidente Lula afirmou que é injusto que os consumidores de menor renda acabem pagando, proporcionalmente, mais pela energia elétrica do que os grandes empresários.

“Os pequenos comerciantes, o pequeno empresário e o povo em geral terminam pagando mais caro pela energia do que aqueles que consomem muito, aqueles que são os grandes empresários brasileiros”, disse Lula.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

O modelo de bandeiras tarifárias da Aneel indica mensalmente as condições de geração de energia no país e funciona como um semáforo de custos:

  • Bandeira verde: condições favoráveis, sem cobrança adicional.
  • Bandeira amarela: condições menos favoráveis – acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha – patamar 1: condições desfavoráveis – acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha – patamar 2: condições muito desfavoráveis – acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.

O objetivo do sistema é sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia e incentivar a economia, principalmente em momentos de maior dependência de fontes mais caras, como as termelétricas.

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