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No Brasil, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) avalia que o cenário de abastecimento de diesel para abril está mais confortável, após semanas de preocupação com possível escassez.

Segundo a entidade, o aumento da oferta das refinarias — incluindo a Petrobras e unidades privadas —, aliado à chegada programada de navios, reduz o risco de desabastecimento no curto prazo.

O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, afirmou ao blog da jornalista Míriam Leitão, em O Globo, que não há motivo para alarde no momento, embora o mercado siga sensível a oscilações externas.

Demanda aquecida do diesel e pressão inflacionária

A entidade também observa aumento da demanda por diesel, impulsionado tanto pela antecipação de compras quanto pelo ritmo da atividade econômica, especialmente com o início da colheita de grãos.

A dependência de importações — em parte provenientes da Rússia com preços mais baixos — mantém a defasagem em relação aos preços internacionais, o que ainda pressiona margens e pode afetar custos logísticos e inflação.

Apesar do recuo recente do petróleo, analistas destacam que o mercado ainda opera sob forte volatilidade. O equilíbrio entre avanços diplomáticos e riscos de escalada militar no Oriente Médio seguirá determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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