Dólar cai a R$ 5,14 e Ibovespa salta com otimismo internacional

Bolsas globais em alta e recuo no preço do petróleo impulsionam os mercados nesta terça-feira
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O dólar encerrou o dia em leve baixa, cotado a R$ 5,14, em uma sessão sem direção única desde a abertura. A oscilação refletiu o balanço entre as incertezas fiscais internas e o ambiente externo mais favorável, marcado pela queda nos preços do petróleo no exterior após projeções de maior oferta global. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa engatou o quinto pregão seguido de recuperação, avançando acima de 1% e superando os 174 mil pontos, impulsionado pelo retorno do fluxo de capital estrangeiro e pela alta nas ações de gigantes como a Vale.

As atenções do mercado continuam voltadas para os desdobramentos da reestruturação de dívidas da Braskem, que teve suas ações oficialmente excluídas dos índices da B3 após o pedido de recuperação extrajudicial. O episódio tem gerado cautela em relação a empresas com grande exposição ao setor petroquímico e gerado impactos pontuais sobre ações da Petrobras, enquanto o restante do mercado corporativo registrou novidades em captações de dívida, decisões judiciais e reestruturações de companhias de diferentes setores.

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Na Bolsa de Valores, o Ibovespa engatou o quinto pregão seguido de recuperação, avançando acima de 1% e superando os 174 mil pontos (Foto: Arquivo)

Cenário externo e fluxo cambial

o cenário macroeconômico, o fluxo cambial do país segue sustentado pelo saldo comercial positivo no acumulado do ano, contrabalançado pelas pressões de curto prazo ligadas à inflação global e ao cenário político doméstico. Analistas apontam que a manutenção de juros atrativos no mercado interno continua ajudando a atrair divisas, mesmo com a volatilidade observada nas últimas semanas.

Destaques corporativos

lém da movimentação em torno da Braskem e da recuperação contínua da Vale — que acumulou ganhos recentes embalada pelos contratos de minério —, o pregão foi marcado por anúncios de grandes empresas. A operadora de saúde Oncoclínicas acompanhou julgamentos na Comissão de Valores Mobiliários sobre sua oferta pública de ações, enquanto varejistas e empresas de saneamento registraram ajustes em suas participações acionárias e emissões de debêntures para otimização de caixa.

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