O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira em forte baixa, cotado a R$ 5,001, registrando o menor valor em cinco meses após a definição de que a corrida presidencial seguirá para o segundo turno. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa viveu um dia histórico ao disparar 7,85% e superar, pela primeira vez, a marca dos 200 mil pontos, alcançando os 207.190 pontos em meio a um expressivo fluxo de apetite por risco por parte de investidores locais e estrangeiros.
O principal motor do rali nos mercados foi a reação à votação do primeiro turno, com o candidato da oposição, senador Flávio Bolsonaro, terminando à frente na disputa e sinalizando, junto a um Congresso de perfil mais conservador, a possibilidade de avanço em pautas de reformas estruturais e contenção fiscal. No exterior, os ativos brasileiros negociados em Nova York registraram ganhos expressivos, enquanto os contratos futuros do petróleo Brent recuaram para a faixa de US$ 100 por barril e Wall Street operou com cautela.
Cenário político e prêmio de risco
A expressiva votação da oposição no primeiro turno reduziu drasticamente o prêmio de risco dos ativos nacionais, favorecendo a queda acentuada do dólar, a valorização firme da renda variável e a retração nas curvas de juros futuros, enquanto o mercado se prepara para os desdobramentos rumo ao segundo turno em 25 de outubro.
Destaques corporativos
O setor empresarial refletiu o otimismo generalizado com saltos expressivos de grandes companhias. As ações da Petrobras dispararam impulsionadas pelo recente anúncio de descoberta de petróleo na Margem Equatorial, fazendo o valor de mercado da estatal superar a marca de R$ 700 bilhões. O Bradesco também esteve em destaque ao anunciar a homologação de um aumento de capital de R$ 10 bilhões, enquanto a MBRF comunicou o cancelamento de uma oferta de recompra de títulos de dívida externa.