O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira em baixa, cotado a R$ 4,985, acumulando um recuo de mais de 4% ao longo da semana pós-primeiro turno. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa acompanhou o movimento de forte apetite por risco e avançou 1,38%, fechando aos 209.066 pontos e coroando uma semana de ganhos expressivos para a renda variável brasileira.
O principal motor dos negócios foi a divulgação de novas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial. Os levantamentos apontaram vantagem para o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alimentando o chamado “trade eleitoral”. No mercado, os investidores interpretaram o cenário como propício para um maior controle das contas públicas e ajustes fiscais futuros, o que reduziu os prêmios na curva de juros futuros e atraiu fluxo estrangeiro para os ativos de risco do país.
Cenário político e inflação
Enquanto o cenário eleitoral ditou o ritmo de valorização dos ativos e a queda do dólar, os investidores também digeriram a divulgação do IPCA de setembro, que registrou alta de 0,82% e elevou a inflação acumulada em 12 meses para 4,58%, ficando acima das expectativas do mercado. Apesar da pressão inflacionária, a perspectiva de controle fiscal e o alívio nos juros futuros prevaleceram na formação dos preços.
Destaques corporativos
No setor empresarial, as ações sensíveis à queda dos juros lideraram de forma disparada as maiores altas da sessão. Papéis de empresas como MRV, Magazine Luiza, Lojas Renner, Cury e Cogna registraram ganhos expressivos impulsionados pela melhora na perspectiva de custo de crédito, enquanto companhias de telecomunicação e seguridade como Vivo, TIM e Caixa Seguridade figuraram na ponta negativa.