Dólar fecha estável e Ibovespa cai 0,86% com inflação no Brasil e nos EUA, e Petrobras

Moeda norte-americana teve leve alta de 0,08%, cotado a R$ 4,8954
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O Ibovespa encerrou a terça-feira (12) em queda pela segunda sessão consecutiva, pressionado pela divulgação de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além do aumento das tensões entre Irã e EUA e da repercussão negativa do balanço da Petrobras.

O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,86%, aos 180.342,33 pontos. Já o dólar à vista fechou praticamente estável, com leve alta de 0,08%, cotado a R$ 4,8954.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67%, após avanço de 0,88% em março. Apesar da desaceleração mensal, o indicador acumulado em 12 meses acelerou para 4,39%, aproximando-se do teto da meta de inflação do Banco Central, de 4,5%.

O resultado reforçou a cautela do mercado em relação aos próximos passos da política monetária brasileira, em meio a um ambiente externo ainda marcado por incertezas fiscais e geopolíticas.

Ações em destaque

As ações da Petrobras estiveram entre as principais pressões negativas do pregão após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026. O mercado reagiu à distribuição de dividendos abaixo das expectativas, mesmo diante da alta do petróleo no exterior. PETR4 caiu 1,62%, a R$ 45,68, enquanto PETR3 recuou 0,85%, a R$ 50,38.

Na ponta negativa do Ibovespa, a Natura liderou as perdas, com queda de 5,62%, a R$ 9,91, após investidores avaliarem o resultado trimestral como fraco.

Em contrapartida, a Braskem disparou 29,02%, a R$ 11,87, depois que o JP Morgan elevou a recomendação das ações de neutra para compra e revisou o preço-alvo do papel para R$ 15.

Já a Vale conseguiu reverter perdas no fim da sessão e avançou 0,37%, a R$ 83,76, após divulgar projeções para 2026 e 2027, mesmo com a queda do minério de ferro na China.

Mercado externo

Os mercados globais fecharam sem direção única nesta terça-feira, em meio à pressão inflacionária nos Estados Unidos, à alta do petróleo e à queda das ações de tecnologia. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,6% em abril, enquanto a inflação acumulada em 12 meses acelerou para 3,8%, reforçando as expectativas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense. Em Wall Street, os índices oscilaram diante do cenário econômico mais cauteloso. Na Europa, as bolsas caíram forte com o aumento das tensões geopolíticas e a crise política no Reino Unido, levando o Stoxx 600 a recuar 1,01%. Já na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em baixa, embora o Nikkei japonês tenha avançado 0,52%.

O Dow Jones subiu 0,11%, aos 49.760,56 pontos; enquanto o S&P 500 caiu 0,16%, aos 7.400,97 pontos; e o Nasdaq, -0,71%, aos 26.088,203 pontos.

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