Dólar fecha estável e Ibovespa cai com pressão dos bancos e tensão externa

Principal indicador da Bolsa brasileira recuou mais de 1% em sessão marcada por queda dos bancos
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O Ibovespa encerrou a segunda-feira (11) em queda de 1,19%, aos 181.908,87 pontos, pressionado principalmente pelo desempenho negativo dos bancos e pelo aumento da cautela no cenário externo diante da escalada das tensões no Oriente Médio. Já o dólar à vista fechou praticamente estável, com leve baixa de 0,05%, cotado a R$ 4,8914.

Em segundo plano, o mercado doméstico acompanhou as atualizações do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. Pela nona semana consecutiva, economistas elevaram a projeção para a inflação de 2026, de 4,89% para 4,91%, mantendo a estimativa acima do teto da meta oficial, de 4,5%. As expectativas para 2027, 2028 e 2029 permaneceram em 4%, 3,64% e 3,50%, respectivamente.

As previsões para os juros reforçaram a percepção de uma política monetária restritiva por mais tempo. A projeção para a taxa básica de juros, a Seli,c ao fim de 2026 foi mantida em 13%, enquanto a expectativa para 2027 subiu para 11,25%.

No pregão, as ações do Itaú recuaram 2,25% e lideraram o movimento de baixa entre os grandes bancos. O BTG Pactual, que chegou a avançar após divulgar um resultado considerado sólido no primeiro trimestre de 2026, encerrou o dia em queda de 2,88%.

Na ponta positiva, Vale subiu 2,41%, acompanhando o avanço do minério de ferro na China. Petrobras também fechou em alta, sustentada pela valorização do petróleo Brent, que avançou 2,88% no mercado internacional.

Mercado externo

Wall Street fechou em alta nesta sessão. Os indicadores foram impulsionados principalmente pelas ações de tecnologia, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando máximas intradia mesmo diante da alta do petróleo e das tensões no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo com o Irã está fragilizado e voltou a citar medidas para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã posicionou submarinos militares na região, ampliando a cautela dos mercados. Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com leve avanço do índice Stoxx 600. Já na Ásia, os mercados encerraram sem direção única, com queda do Nikkei no Japão e leve alta do Hang Seng em Hong Kong.

O Dow Jones subiu 0,19%, aos 49.704,34 pontos; o S&P 500, +0,19%, aos 7.412,87 pontos – no maior nível nominal histórico; e o Nasdaq, +0,10%, aos 26.274,125 pontos.

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