O dólar encerrou o dia em alta, cotado a R$ 5,11, revertendo parte das perdas recentes em uma sessão marcada pela aversão ao risco nos mercados internacionais. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa acompanhou o movimento externo desfavorável e registrou baixa, afastando-se do patamar de 190 mil pontos atingido na véspera após uma forte sequência de valorização embalada pelo noticiário político e eleitoral.
O principal vetor de pressão sobre os ativos globais foi o avanço acentuado do petróleo, com o barril do tipo Brent voltando a superar a marca de US$ 100 pela primeira vez desde julho, impulsionado pelo acirramento dos conflitos entre Estados Unidos e Irã. O encarecimento da commodity reacendeu expectativas pessimistas em relação à inflação mundial e à condução da política monetária pelo Federal Reserve, gerando impactos negativos generalizados nas Bolsas internacionais e pressionando os mercados futuros de juros no Brasil.

Cenário externo e atuação do Banco Central
Enquanto o cenário internacional de energia eleva o prêmio de risco global, o Banco Central brasileiro anunciou operações simultâneas de leilão à vista e swap cambial reverso para injetar liquidez no mercado de câmbio doméstico. Analistas apontam que, embora o Brasil se beneficie parcialmente como exportador de petróleo, a turbulência externa impõe cautela aos investidores diante dos próximos indicadores de inflação nos Estados Unidos.
Destaques corporativos
No ambiente corporativo, as ações da Petrobras mantiveram viés positivo e resistiram à queda generalizada do índice, sustentadas pela alta do petróleo, embora relatórios de mercado tenham apontado pressões crescentes sobre a defasagem dos preços dos combustíveis no país. Outras companhias de peso, como a Vale e o Banco do Brasil, operaram em baixa após sequências de alta, enquanto a Cosan movimentou o noticiário ao anunciar a deslistagem voluntária de seus recibos de ações na Bolsa de Nova York.