O dólar encerrou o primeiro pregão de outubro em alta, cotado a R$ 5,22, impulsionado pela valorização internacional da energia e pela cautela dos investidores na reta final da corrida presidencial. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa contrariou a volatilidade inicial e fechou em alta de 0,46%, alcançando os 187.197 pontos em continuidade ao bom desempenho verificado ao longo do mês anterior.
O cenário global foi fortemente influenciado pela disparada nos preços do petróleo, com o barril do tipo Brent subindo acima de US$ 102 após a decisão da China de suspender exportações de derivados, agravando os temores de escassez global em meio aos impasses geopolíticos no Oriente Médio. No ambiente doméstico, a atenção dos mercados esteve concentrada nos preparativos finais e nos ajustes de portfólio antes do primeiro turno das eleições gerais, enquanto a trajetória da dívida pública e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano continuaram no radar dos analistas.
Cenário macroeconômico e eleições
A proximidade do pleito eleitoral elevou a sensibilidade dos ativos nacionais aos dados econômicos e às pesquisas de intenção de voto, mantendo a volatilidade em patamares elevados enquanto o mercado avalia os rumos fiscais e monetários para o próximo período.
Destaques corporativos
O noticiário empresarial trouxe importantes desdobramentos. A Petrobras confirmou o recebimento de novas parcelas de subvenção de combustíveis, mantendo suas ações próximas das máximas históricas. A OSX teve seu plano de recuperação judicial aprovado pela Justiça do Rio, a Paranapanema concluiu um acordo histórico para extinguir a maior parte de suas dívidas, e a Embraer propôs a incorporação de uma subsidiária para otimizar custos operacionais.