ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O dólar chegou a abrir em leve queda nesta sexta-feira, primeiro pregão de agosto, mas se recuperou ao longo da manhã e passou a subir. Às 14h55, a moeda dos Estados Unidos avançava 0,39%, cotada a R$ 5,089. Já a Bolsa brasileira operava em queda, com o mercado atento à definição da taxa básica de juros, que sai na próxima semana, e aos desdobramentos da guerra no Irã.

A cotação comercial do dólar chegou a R$ 5,080 no fim da manhã. Em julho, a moeda americana havia fechado com queda de 1,81%, a primeira baixa mensal desde abril, quando tinha recuado 4,38%. No período, o dólar chegou a se aproximar de R$ 5,20, no fim de junho. Mesmo com essas oscilações, a moeda ainda acumula perda de 7,64% no ano.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, também recuava, com queda de 0,34% às 14h40, aos 177.385,98 pontos. O movimento acontece logo depois de o índice ter registrado, em julho, sua primeira alta mensal após quatro meses seguidos de perdas. O volume financeiro negociado no dia já superava os R$ 9 bilhões.

Entre as ações, os maiores prejuízos eram das ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), que caíam mais de 4% depois de a empresa anunciar previsão de prejuízo entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre, valor maior que a perda de R$ 861,9 milhões registrada no mesmo período do ano passado.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, também recuou, com queda de 0,34% às 14h40, aos 177.385,98 pontos (Foto: Reprodução)

O que o mercado espera para os juros

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram, pela quinta semana seguida, a projeção de inflação para 2026, de 5,12% para 5,03%. Mesmo com a queda, a estimativa ainda fica acima do teto da meta de inflação, definida em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Acompanhando essa expectativa mais baixa de inflação, o mercado também reduziu a projeção para a taxa básica de juros no fim deste ano, de 14% para 13,75% ao ano. Para o fim de 2027, 2028 e 2029, as previsões seguem em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.

O Banco Central define o novo nível dos juros na próxima quarta-feira. A expectativa é de que o Copom, comitê responsável pela decisão, reduza a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. Se confirmado, será o quarto corte seguido dessa magnitude, depois de a taxa ter ficado em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006, por oito meses.

O efeito da guerra no Irã

A trégua no conflito no Oriente Médio ajudou a acalmar os mercados. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu um ataque militar que estava previsto contra o Irã, atendendo a um pedido do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, que havia manifestado preocupação com os efeitos de bombardeios contra poços de petróleo na região do Golfo Pérsico.

Com a notícia, o preço do petróleo caiu mais de 4% na sessão. O Brent, principal referência internacional para o combustível, era negociado a US$ 83,87 o barril às 14h55, queda de 4,62% em relação ao fechamento anterior.

O ouro também recuou com os desdobramentos do conflito: o metal fechou a 0,40% mais barato na Bolsa de Nova York, a US$ 4.075,9 por onça-troy em contratos com entrega prevista para dezembro. Já a prata para setembro subiu 0,12%, a US$ 57,856 por onça-troy.

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.