Dólar volta a subir e fecha em R$ 5,06

Com o desempenho desta sexta, o dólar acumulou valorização de 3,48% na semana
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O dólar voltou a subir com força frente ao real nesta sexta-feira (15), em um movimento impulsionado principalmente pelo aumento das tensões no cenário internacional. A combinação entre impasse diplomático no Oriente Médio, alta do petróleo, preocupações com a inflação global e incertezas políticas no Brasil pressionou o mercado cambial ao longo do dia.

A moeda norte-americana encerrou o pregão em alta de 1,63%, cotada a R$ 5,067 no mercado à vista. Já o contrato futuro de dólar para junho, o mais negociado na B3, avançou 1,53%, negociado perto de R$ 5,081.

Com o desempenho desta sexta, o dólar acumulou valorização de 3,48% na semana. Ainda assim, no acumulado de 2026, a moeda segue registrando queda frente ao real.

O movimento de alta ocorreu em meio ao fortalecimento global do dólar, acompanhado pela elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Investidores aumentaram as apostas de que o Federal Reserve poderá elevar os juros novamente até o fim do ano para tentar conter as pressões inflacionárias.

As preocupações com a inflação ganharam força diante da continuidade da guerra no Oriente Médio e das dificuldades nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O fechamento do estreito de Ormuz ao transporte de petróleo e gás segue elevando os riscos para o abastecimento global de energia.

Nesse cenário, o petróleo Brent voltou a subir após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que sua paciência com o Irã estaria chegando ao limite.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã não confia nos Estados Unidos e que só estaria disposto a negociar caso haja uma proposta considerada séria pelo governo iraniano.

Além do cenário externo, investidores também monitoraram o ambiente político brasileiro, que contribuiu para aumentar a percepção de risco doméstico e reforçou a pressão sobre o câmbio.

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