Os contratos futuros das bolsas norte-americanas iniciaram a quarta-feira (27) próximos à estabilidade, em um pregão marcado pela expectativa em torno dos resultados da Nvidia. A fabricante, referência em chips voltados para inteligência artificial, deve apresentar uma alta de 53,2% em sua receita do segundo trimestre, chegando a US$ 46,02 bilhões, segundo projeção da LSEG. O ritmo, no entanto, é bem menor do que os crescimentos de três dígitos registrados em períodos anteriores.
A empresa tem histórico de superar as previsões de lucro em 11 dos últimos 12 trimestres. Mesmo assim, dados da FactSet mostram que em quatro dessas ocasiões as ações caíram após a divulgação dos balanços.
Enquanto isso, no after market, a MongoDB avançou quase 30% depois de reportar números acima do esperado. A Okta também registrou alta, de cerca de 6%, com desempenho impulsionado pela demanda crescente de companhias que desenvolvem soluções em inteligência artificial — um sinal de otimismo para a Nvidia antes da divulgação oficial de seus números.
Brasil
O Ibovespa fechou em queda de 0,18% nesta terça-feira (26), aos 137.771 pontos, influenciado por dados de inflação acima do esperado e devolução de parte pequena dos ganhos acumulados nos últimos dias. O dólar à vista subiu 0,37%, encerrando o dia a R$ 5,4345.
No centro das atenções esteve a prévia da inflação medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto, que registrou deflação de 0,14%, a primeira desde julho de 2023.
No Brasil, a agenda econômica desta quarta-feira começa cedo. Às 8h será divulgado o índice de confiança da indústria referente a agosto. Meia hora depois, saem os números de juros e do spread de crédito de julho, indicadores importantes para avaliar o custo do financiamento no país. Já às 14h30, será apresentado o fluxo cambial semanal, que mostra a movimentação de entrada e saída de dólares. No mesmo horário, o Tesouro Nacional publica o Relatório Mensal da Dívida Pública de julho de 2025, seguido por uma coletiva de imprensa às 15h.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apresentará às 14h30, em Brasília, os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) referentes a julho de 2025.
Estados Unidos
Apesar da fama de agosto ser um mês desafiador, os índices de Nova York caminham para encerrar o período em alta, sustentados pela expectativa de um corte de juros nos Estados Unidos. No acumulado do mês, o S&P 500 sobe 2%, o Dow Jones ganha 2,9% e o Nasdaq avança 2%.
Dow Jones Futuro: -0,01%
S&P 500 Futuro: -0,02%
Nasdaq Futuro: -0,02%
Ásia
Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única. Investidores analisaram os resultados industriais da China, que mostraram queda de 1,5% em julho na comparação anual. Apesar do recuo, o dado foi considerado uma melhora frente às quedas mais acentuadas registradas nos meses anteriores.
Além disso, entraram em vigor as tarifas adicionais dos EUA sobre exportações indianas, elevando a taxação total para 50%. A bolsa da Índia, porém, permaneceu fechada devido a feriado nacional.
Shanghai SE (China): -1,76%
Nikkei (Japão): +0,30%
Hang Seng (Hong Kong): -1,27%
Nifty 50 (Índia): fechado
ASX 200 (Austrália): +0,28%
Europa
As bolsas europeias operam sem tendência clara, refletindo cautela dos investidores. O CAC 40, da França, avançou 0,3% após a queda da véspera, em meio a incertezas políticas e à indefinição sobre a aprovação do orçamento francês de 2026.
STOXX 600: +0,19%
DAX (Alemanha): -0,22%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,21%
CAC 40 (França): +0,30%
FTSE MIB (Itália): -0,72%
Petróleo
No mercado de commodities, os preços do petróleo registram leves quedas, pressionados pela guerra na Ucrânia e por riscos de interrupção no fornecimento de combustível russo.
Petróleo WTI: -0,03%, a US$ 63,23
Petróleo Brent: -0,03%, a US$ 67,20