Ibovespa avança 1,35% e rompe os 141 mil pontos pela 1ª vez; dólar cai a R$ 5,40

Alta foi impulsionada por dados positivos nos EUA e bancos
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O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (3) com novo recorde histórico de fechamento, aos 140.927,86 pontos, alta de 1,35% — e chegou a tocar os 141.303,55 pontos durante o dia. Foi a primeira vez que o principal índice da Bolsa brasileira ultrapassou e sustentou o patamar dos 141 mil pontos.

Puxaram os ganhos do Ibovespa: Itaú Unibanco (+2,47%), Bradesco (+2,38%) e Banco do Brasil (+1,41%) lideraram. Já a Vale (VALE3) caiu 0,47% e foi a ação mais negociada, em um dia de baixa liquidez devido ao feriado nos EUA. Por outro lado, Petrobras (PETR4) subiu 0,34%, apesar da queda do petróleo internacional.

O dólar comercial caiu 0,29%, a R$ 5,404, na mínima do dia. Até aqui, a moeda norte-americana foi a maior surpresa do ano. Os DIs (juros futuros), por sua vez, não fizeram uma boa sessão e subiram por toda a curva.

A disparada ocorreu em meio a dados positivos sobre o mercado de trabalho dos EUA — com payroll acima das expectativas e queda nos pedidos de auxílio-desemprego — que alimentaram o otimismo global.

Ainda lá fora, mas com um pé aqui dentro, a Cúpula do Mercosul, prevista para os dias 6 e 7 de julho em Buenos Aires, na Argentina, acontece em meio a um clima de tensão entre os presidentes Lula (PT) e Javier Milei. O petista não deve se encontrar com o mandatário argentino, com quem mantém uma relação marcada por declarações ofensivas por parte de Milei.

Durante a manhã desta quinta-feira (3), Lula, que está na Argentina, participou de um café da manhã com o presidente do Paraguai, Santiago Peña e visitou a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar após ter sido condenada por corrupção no caso conhecido como “vialidad”, decisão considerada controversa por setores progressistas do país, que falam em perseguição política.

Voltando a Milei, o FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciou hoje que ainda não concluiu a primeira revisão do acordo financeiro com a Argentina, devido ao não cumprimento das metas de acúmulo de reservas internacionais por parte do governo do economista anarcocapitalista.

Mercado externo

As bolsas de Nova York fecharam com ganhos consistentes em dia de pregão mais curto devido ao feriado de 4 de julho (Dia da Independência). Os agentes repercutiram os bons dados do mercado de trabalho. Na Europa, o dia também foi de alta. Hoje, o BCE (Banco Central Europeu) divulgou a ata da sua mais recente reunião de política monetária, ressaltando a incerteza gerada pela guerra tarifária deflagrada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

O Dow Jones subiu 0,77%; o S&P 500, +0,83%; e o Nasdaq, +1,02%. Os três fecharam a semana no positivo.

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