Ibovespa cai 1,02% com aversão ao risco global e pressão sobre big techs nos EUA

O dólar comercial subiu 0,25%, a R$ 5,200, após a queda de quarta-feira (11)
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O Ibovespa encerrou a quinta-feira (12) em queda de 1,02%, aos 187.766,42 pontos, com recuo de 1.932,70 pontos, em um pregão marcado por busca por proteção e maior cautela dos investidores diante do cenário externo.

O dólar comercial subiu 0,25%, a R$ 5,200, após a queda de ontem, enquanto os DIs (juros futuros) terminaram mais um dia de forma mista.

O movimento acompanhou as bolsas de Nova York, que registraram perdas superiores a 1%, pressionadas por novas dúvidas sobre a rentabilidade dos investimentos em inteligência artificial e pela fraca perspectiva de margem divulgada pela Cisco Systems. Apesar de resultados robustos de grandes empresas de tecnologia, o mercado demonstra crescente desconforto com o setor que liderou a recente alta em Wall Street.

A aversão ao risco também se refletiu na queda dos contratos futuros de prata, ativo que vinha sendo bastante demandado, enquanto investidores migraram para papéis defensivos. Nos EUA, ações de consumo básico e utilidades lideraram os ganhos, com destaque para Walmart e Coca-Cola, mas sem força suficiente para sustentar os principais índices.

O ambiente de cautela é reforçado pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, prevista para sexta-feira, dado considerado crucial após o relatório de emprego mais forte do que o esperado. Na Europa, o sentimento também foi predominantemente negativo.

No Brasil, o setor de serviços decepcionou em dezembro, ao registrar desempenho abaixo das projeções do mercado, indicando perda de ritmo no fim do ano, apesar do crescimento acumulado ao longo de 2025.

Entre os destaques corporativos, o Banco do Brasil (BBAS3) avançou 4,50% após divulgar resultados do quarto trimestre acima das expectativas. Ainda assim, permanecem questionamentos sobre a qualidade dos números e o banco evitou sinalizar dividendos extraordinários no momento, além de projetar 2026 como um ano desafiador.

O desempenho positivo do BB, porém, não se estendeu ao restante do setor. Bradesco (BBDC4) caiu 1,44%, Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 2,29% e Santander (SANB11) perdeu 4,88%.

A Braskem (BRKM5) despencou 11,27% após a revelação de um calote de R$ 3,6 bilhões junto ao Banco do Brasil, no mesmo dia em que a Petrobras informou que não exercerá direitos previstos em acordo de acionistas em uma eventual venda de participação na petroquímica. Petrobras (PETR4) recuou 2,55%, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional.

Já a Vale (VALE3), que divulga resultados após o fechamento, caiu 0,95%, com investidores atentos à política de dividendos. O tom predominante do pregão foi de defesa e precaução, refletindo um cenário global ainda marcado por incertezas.

Mercado externo

Wall Street teve um dia de volatilidade com as preocupações dos investidores sobre o setor de tecnologia, após a fraca perspectiva de margem da Cisco Systems.

Com isso, o Dow Jones caiu 1,34%, aos 49.451,98 pontos; o S&P 500, -1,57%, aos 6.832,76 pontos; e o Nasdaq, -2,04%, aos 22.597,15 pontos.

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