O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (16) com forte alta de 1,49%, aos 139.255 pontos. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos indicadores econômicos positivos no Brasil.
No câmbio, o real também se fortaleceu: o dólar comercial recuou 1,03% e encerrou cotado a R$ 5,486, menor nível desde outubro de 2023. Juros futuros (DIs) recuaram em toda a curva, acompanhando a melhora do sentimento de risco.
No cenário doméstico, o IGP-10 mostrou deflação de 0,97% em junho. O Boletim Focus do Banco Central mostra que o mercado financeiro baixou as projeções de inflação pela terceira vez seguida, e o IBC-Br, considerado uma espécie de termômetro do PIB (Produto Interno Bruto), subiu 0,2% em abril, mostrando desaceleração em relação a março.
Lá fora, a trégua parcial nas tensões entre Israel e Irã contribuiu para o bom humor global nas bolsas em Nova York e na Europa, que avançaram enquanto o petróleo chegou a cair mais de 4%, encerrando o dia em baixa. Ainda assim, declarações agressivas do governo israelense — que não descarta ações diretas contra o líder supremo iraniano — mantêm o conflito no radar dos mercados.
Ademais, a guerra tarifária deflagrada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, continuam no radar. Apesar do acordo anunciado entre China e EUA na semana passada, analistas apontam que o pacto pode pressionar preços e atividade econômica nos EUA. Na Europa, a União Europeia negou rumores de que aceitaria novas tarifas impostas por Washington. O tema deve ganhar destaque na cúpula do G7, que começa esta semana no Canadá.
No âmbito corporativo, a Vale (VALE3) avançou 3,26%, com minério em alta e aval para expansão no Pará. Bancos subiram de forma ampla, com exceção do Santander, e a B3 ganhou 3,22%. Já Petrobras (PETR4) recuou 0,98%, impactada pela queda do petróleo.
Mercado externo
As bolsas de Wall Street tiveram uma segunda-feira mais positiva, com os preços do petróleo em baixa, enquanto se projetava que o conflito entre Irã e Israel, embora bastante intenso na troca de ataques aéreos, ficasse contido e não escalasse pelo Oriente Médio.
O Dow Jones avançou 0,75%, aos 42.515,09 pontos; o S&P 500, +0,94%, aos 6.033,11 pontos; e o Nasdaq, +1,52%, aos 19.701,21 pontos.