O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (28) com queda de 1,04%, aos 132.129 pontos, acumulando sua terceira baixa consecutiva. A forte retração — uma perda de quase 1.400 pontos — ocorre em meio a um ambiente de baixa liquidez, com apenas cerca de 1 milhão de negócios realizados por sessão.
Enquanto isso, o dólar comercial subiu 0,52%, cotado a R$ 5,59, refletindo o aumento da aversão ao risco em um cenário de incerteza. Os juros futuros (DIs) recuaram em toda a curva, com os mercados antecipando a chamada “Superquarta”, que trará decisões de política monetária tanto do Copom (Selic) quanto do Federal Reserve (EUA).
No front externo, as tensões comerciais aumentam. O Brasil ainda busca diálogo com os EUA em meio à ameaça de tarifas, mas não há sinal de reunião entre o presidente Donald Trump e representantes do governo Lula. A França criticou duramente um novo acordo entre EUA e União Europeia, o que contribuiu para o mau humor nos mercados internacionais.
Apesar do pessimismo no mercado financeiro, duas boas notícias ganham destaque: o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), e o Boletim Focus revisou para baixo as expectativas de inflação pela nona semana seguida. Por outro lado, a dívida pública federal cresceu 2,77% em junho.
No pregão, as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,97% e os grandes bancos derreteram: Itaú (ITUB4) caiu 2,10% e Banco do Brasil (BBAS3), 1,48%. A B3 (B3SA3) teve baixa de 2,83%. A Petrobras (PETR4), amparada pela alta do petróleo, subiu 0,13%.
Mercado externo
Os indicadores de Wall Street fecharam sem direção única, com os investidores de olho no acordo comercial anunciado entre EUA e União Europeia. O acordo ainda precisa ser referendado pelos Estados-membros do bloco europeu.
o Dow Jones caiu 0,14%, aos 44.837,56 pontos; o S&P 500 encerrou o dia próximo da estabilidade (+0,02%), aos 6.389,80 pontos; e o Nasdaq, +0,33%, aos 21.178,58 pontos.