Ibovespa recua com pressão externa e queda do minério; dólar fecha estável

Dados econômicos positivos e acordo UE–Mercosul também ficaram no radar do mercado
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O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (16) em queda de 0,46%, aos 164.799,98 pontos, refletindo o tom negativo de Wall Street e a pressão sobre as commodities metálicas. Ainda assim, o índice acumulou alta de 0,88% na semana.

O dólar à vista fechou praticamente estável, com leve avanço de 0,08%, a R$ 5,3726, acumulando ganho semanal de 0,13% frente ao real.

No cenário doméstico, o mercado repercutiu a alta de 0,70% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em novembro, acima das expectativas, reforçando sinais de atividade econômica mais forte. Também entrou no radar a iminente assinatura do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, prevista para este sábado (17), no Paraguai.

Entre as ações, o Ibovespa foi pressionado por Vale e siderúrgicas, após a queda do minério de ferro na China. Vamos liderou as perdas, enquanto Copasa, IRB e Assaí figuraram entre as maiores altas. A Petrobras avançou cerca de 1%, apoiada pela superação da meta de produção e pela expectativa em torno dos resultados e dividendos.

Mercado externo

Os índices de Wall Street fecharam em tom negativo, com o mercado de olho na sucesso do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA). Isso porque o presidente norte-americano, Donald Trump, elogiou hoje o conselheiro econômico Kevin Hassett em um evento na Casa Branca e disse que talvez queira mantê-lo em sua função atual. Ele tem sido apontado como um dos principais nomes cotados para substituir Jerome Powell como presidente do BC dos EUA. Powell deixa a Presidência do BC mais poderoso do mundo em maio.

O Dow Jones caiu -0,17%, aos 49.359,33 pontos; o S&P 500, -0,06%, aos 6.940,01 pontos; e o Nasdaq, -0,06%, aos 23.515,38 pontos.

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