O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (17) com alta de 1,06%, aos 145.593,63 pontos — novo recorde histórico de fechamento, superando o marco estabelecido no dia anterior. Pela primeira vez, o índice rompeu a barreira dos 145 mil pontos e chegou a atingir 146.330,90 na máxima intradiária.
O avanço foi impulsionado pela decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), que cortou os juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual. Embora já esperado, o movimento foi interpretado como mais dovish (brando) do que o previsto, com sinalizações de novos cortes em 2025. A leitura positiva levou a uma nova onda de otimismo nos mercados emergentes, pois, com os juros mais baixos por lá, o capital estrangeiro normalmente busca onde se remunera mais.
Na ponta cambial, o dólar comercial teve leve alta de 0,06%, a R$ 5,301, em meio a um dia volátil. Os juros futuros recuaram novamente ao longo da curva, movimento que tem marcado a semana.
Com o juro básico brasileiro (Selic) possivelmente mantido em 15% pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, decisão esperada para após o fechamento do mercado financeiro, o diferencial de taxas favorece a atratividade dos ativos locais.
Entre as ações, bancos lideraram os ganhos: Bradesco subiu 3,47%, seguido por Santander (+2,29%) e Itaú (+1,42%). A Petrobras avançou 0,60%, contrariando a queda no petróleo. Já a Vale teve leve alta de 0,17%, enquanto Banco do Brasil destoou e caiu 0,32%.
Mercado externo
Se o clima por aqui foi de euforia, nos EUA, nem tanto. Os agentes viram com ressalvas a decisão do Federal Reserve. Isso porque, após o anúncio da decisão, Jerome Powell, presidente do Fed, comentou em sua coletiva de imprensa algo que possivelmente decepcionou os investidores, caracterizando o movimento de hoje como um “corte de gestão de risco”.
O Dow Jones subiu 0,57%, aos 46.018,32 pontos; o S&P 500, -0,10%, aos 6.600,35 pontos; e o Nasdaq, -0,33%, aos 22.261,32 pontos.