O Ibovespa ignorou o tom negativo dos mercados internacionais e encerrou a sessão desta quarta-feira (14) em duplo recorde histórico. O principal índice da B3 avançou 1,96%, aos 165.145,98 pontos, superando a máxima de fechamento registrada em dezembro, além de renovar o recorde intradia aos 165.146,49 pontos.
O desempenho positivo ocorreu apesar da cautela no exterior, marcada pela escalada das tensões no Oriente Médio. No mercado de câmbio, o dólar à vista subiu 0,46%, cotado a R$ 5,4008.
No cenário doméstico, investidores acompanharam os desdobramentos da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master, com bloqueio de bens que somam mais de R$ 5,7 bilhões. O noticiário político também influenciou os negócios, após pesquisa Genial/Quaest indicar liderança do presidente Lula (PT) em todos os cenários eleitorais.
Entre os destaques corporativos, Petrobras e Vale renovaram máximas históricas, beneficiadas por maior apetite ao risco e entrada de capital estrangeiro. As ações da Petrobras subiram quase 3% e lideraram o volume financeiro do pregão, enquanto os papéis da Vale figuraram entre os mais negociados da bolsa.
Mercado externo
Wall Street voltou a fechar em queda, pressionada pela escalada das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, o Irã e a Groenlândia, além do recuo das ações de tecnologia. Segundo a agência de notícias Reuters, os EUA iniciaram a retirada preventiva de militares de bases estratégicas na região. Teerã, por sua vez, alertou países vizinhos que abrigam tropas americanas sobre possíveis ataques a bases dos EUA. O noticiário externo e balanços corporativos aumentaram a cautela dos investidores.
O Dow Jones caiu -0,09%, aos 49.149,63 pontos; o S&P 500, -0,53%, aos 6.926,97 pontos; e o Nasdaq, -1,00%, aos 23.471,74 pontos.