O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (30) com alta de 1,45%, aos 138.854 pontos — maior ganho percentual em uma única sessão desde 16 de junho. Com isso, o principal índice da B3 acumula avanço de 1,33% no mês, 6,6% no segundo trimestre e expressivos 15,44% no primeiro semestre de 2025.
O bom humor dos investidores foi impulsionado por uma combinação de fatores: perspectiva de queda de juros no Brasil, dados econômicos favoráveis (como o Caged e a dívida pública abaixo do esperado), e ainda o alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e parceiros, como Canadá e União Europeia.
A reação nos mercados foi ampliada pela valorização do real: o dólar caiu 0,91%, fechando a R$ 5,434, no pior semestre da moeda americana frente ao real em mais de 50 anos. Os juros futuros também recuaram em toda a curva.
Entre as ações, o dia foi de forte valorização dos grandes bancos, com destaque para Itaú Unibanco (+1,87%) e Banco do Brasil (+1,66%). Já a Vale (VALE3) recuou 0,66%, após ganhos robustos nas sessões anteriores, enquanto a Petrobras (PETR4) subiu 0,54%, mesmo com queda do petróleo internacional.
O cenário eleitoral de 2026 e a leitura de um ambiente externo menos adverso seguem sustentando o apetite por risco no mercado doméstico.
Mercado externo
Nos EUA, os principais índices de Wall Street também subiram, ainda que levemente, renovando recordes históricos. A notícia de que o Canadá revogou seu imposto sobre serviços digitais abriu caminho para a retomada das negociações com Washington, após Donald Trump indicar uma possível interrupção no diálogo.
O Dow Jones subiu 0,63% e 4,32% em junho; o S&P 500, respectivamente, +0,52% e +4,77%; o Nasdaq, +0,48% e +6,57%.