O Ibovespa voltou a cair, nesta quarta-feira (25), fechando com menos 1,02%, aos 135.767 pontos, acumulando a sexta queda em oito sessões. Por sua vez, o dólar comercial subiu 0,63%, a R$ 5,55. Os juros futuros encerraram o dia sem direção definida, refletindo um mercado pressionado por ruídos internos.
Entre os destaques de queda, a Vale (VALE3), um dos pesos-pesados do Ibovespa, recuou 0,12%, em um dia de volatilidade nos mercados globais e sem suporte do minério. A gigante da mineração seguiu o mau humor generalizado, que também atingiu Petrobras (PETR4) (-0,51%) e PRIO (PRIO3) (-1,28%), apesar da leve recuperação do petróleo.
Bancos como Itaú (-1,80%) e BB (-0,84%), que também pesam sobre o indicador, refletiram a maior aversão ao risco. No varejo, Lojas Renner (LREN3) caiu 1,56%.
Entre os destaques do dia, o Banco Central divulgou hoje que as contas externas brasileiras encerraram o mês de maio de 2025 com um déficit de US$ 2,9 bilhões. Apesar de ser maior que o saldo negativo registrado no mesmo período do ano passado (US$ 2,5 bilhões), o montante é inferior ao previsto por analistas. Além disso, a Fitch reiterou rating do Brasil em ‘BB’ com perspectiva estável.
Na esfera política, o Congresso continua fazendo pressão sobre o governo. O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu pautar a revogação do decreto que elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para hoje. Mesmo que o governo tenha elevado o pagamento de emendas parlamentares, a derrota do Executivo no tema é dada como certa por lideranças.
Mercado externo
As bolsas de Nova York fecharam mistas, apesar do arrefecimento das tensões comerciais e do cessar-fogo no Oriente Médio entre Irã e Israel. Isso porque o ambiente político continua instável. Agora, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a direcionar a sua artilharia no presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, devido à manutenção da política de juros.
O Dow Jones caiu 0,24%, aos 42.983,85 pontos; o S&P 500 fechou estável, aos 6.092,16 pontos; e o Nasdaq, 0,31%, aos 19.973,55 pontos.