Índices futuros avançam após balanço da Nvidia e dados econômicos dos EUA

Porém, ações da gigante de chips de IA caem após projeção conservadora
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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta quinta-feira (28), com investidores reagindo aos resultados da Nvidia e a novos dados econômicos. Apesar do lucro e receita acima do esperado, a ação da empresa de inteligência artificial caiu até 3% no after-market, pressionada por projeções de receita mais conservadoras, especialmente no segmento de data centers na China.

A empresa estima receita de US$ 54 bilhões para o terceiro trimestre fiscal, número alinhado com a média de Wall Street, mas abaixo das projeções mais otimistas, que superavam US$ 60 bilhões. Analistas avaliam se o crescimento acelerado impulsionado pela inteligência artificial começa a perder força, embora a Nvidia afirme que a demanda por infraestrutura permanece robusta.

No radar dos investidores também estão a segunda leitura do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, com avanço de 3,1% no segundo trimestre, pedidos semanais de auxílio-desemprego e dados de moradias. A fala de membros do Federal Reserve e a ata do BCE (Banco Central Europeu) completam o dia de atenção à política monetária global.

No Brasil, o foco recai sobre o IGP-M de agosto, confiança de serviços e o resultado fiscal do Tesouro Nacional. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa do evento “Open Finance – 5 anos” em Brasília.

Brasil

Ibovespa encerrou a quarta-feira (27) em alta de 1,04%, aos 139.205 pontos — maior nível de fechamento desde 8 de julho — em uma sessão marcada por baixo volume de negócios. O mercado operou em compasso de espera pelo balanço da Nvidia, divulgado após o fechamento dos mercados globais, e visto como crucial para sustentar o rali das bolsas puxado por expectativas em torno da inteligência artificial.

Enquanto isso, o dólar recuou 0,32%, a R$ 5,416, e os juros futuros fecharam mistos.

Internamente, o dia foi agitado com falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Este indicou que o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) pode levar a debates sobre a potência da política monetária.

Europa

Os mercados europeus sobem após a Nvidia divulgar lucro acima do esperado e projetar alta de mais de 50% nas vendas, impulsionada pela demanda por inteligência artificial. A receita da empresa no trimestre foi de US$ 46,74 bilhões. Já a britânica Drax caiu 11% após anunciar investigação por reguladores do Reino Unido sobre fornecimento de biomassa e possíveis falhas em relatórios anuais entre 2021 e 2024.

STOXX 600: +0,25%
DAX (Alemanha): +0,39%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,16%
CAC 40 (França): +0,99%
FTSE MIB (Itália): +0,64%

Estados Unidos

A agenda dos EUA desta quinta-feira traz o PIB do 2º trimestre e pedidos semanais de auxílio-desemprego, estimados em 230 mil. Também serão divulgados dados de moradias e exportação de grãos. Investidores acompanham a tensão política após o presidente Donald Trump demitir Lisa Cook do Fed — decisão que ela pretende contestar.

Dow Jones Futuro: +0,21%
S&P 500 Futuro: +0,11%
Nasdaq Futuro: +0,05%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam de forma mista nesta quinta-feira, com poucos catalisadores e foco na decisão do Banco da Coreia, que manteve os juros em 2,5%. A medida já era esperada, apesar das incertezas no comércio sul-coreano. Na Índia, o Nifty 50 caiu 0,49% após o feriado, pressionado por tarifas adicionais de 25% dos EUA sobre exportações indianas.

Shanghai SE (China), +1,14%
Nikkei (Japão): +0,73%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,81%
Nifty 50 (Índia): -0,70%
ASX 200 (Austrália): +0,22%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa após subirem na sessão anterior, com os investidores avaliando as expectativas de menor demanda por combustível nos EUA.

Petróleo WTI, -0,69%, a US$ 63,71 o barril
Petróleo Brent, -0,66%, a US$ 67,60 o barril

Agenda

Nos EUA, saem hoje dados do PIB do 2º trimestre, moradias pendentes de julho e discursos de membros do Federal Reserve.

Por aqui, no Brasil, o real tem se apreciado mais rapidamente que outras moedas ao longo de 2025, com o câmbio apresentando boa liquidez e funcionalidade, afirmou Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Ele destacou que o câmbio flutuante é uma linha de defesa crucial para a economia. Apesar disso, a busca por hedge por investidores globais torna difícil prever a evolução da moeda.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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