Os índices futuros dos Estados Unidos operam no campo negativo, nesta manhã de terça-feira (13), após forte alta registrada na véspera, enquanto os investidores aguardam os dados de inflação ao consumidor de abril nos EUA (CPI, na sigla em inglês). O consenso LSEG prevê alta de 0,3% na comparação com mês anterior e de 2,4% na base anual.
Na véspera, os mercados subiram no entusiasmo do anúncio de uma trégua de 90 dias entre Estados Unidos e China, em meio à guerra tarifária deflagrada pelo presidente Donald Trump. Os representantes dos dois países concordaram em reduzir as tarifas em 115% e, enquanto isso, as negociações continuam.
No Brasil, o destaque é a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, realizada na semana passada, que elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 14,25% para 14,75% ao ano.
Os agentes esperam os sinais que serão emitidos pelo documento, com mais detalhes sobre a decisão tomada e a indicação dos próximos passos na condução da política monetária.
Brasil
O dia foi de euforia no mercado externo, depois que China e Estados Unidos anunciaram uma trégua de 90 dias em meio à guerra tarifária. No entanto, a alta do Ibovespa na segunda-feira (12) foi discreta, com +0,04%, aos 136.563,18 pontos, um ganho pequeno de 51,30 pontos.
Já o dólar comercial subiu 0,43% e foi a R$ 5,679. Os DIs (juros futuros) subiram por toda a curva.
Durante encontro no fim de semana em Genebra, na Suíça, representantes das duas maiores economias do mundo fecharam um acordo no qual reduzem as tarifas aplicadas a produtos importados em 115% pelo prazo de 90 dias. Até lá, a negociação continua.
Europa
As bolsas europeias abriram com alta, seguindo o movimento de amplos ganhos da véspera, após o acordo EUA-China. Os agentes também repercutem dados corporativos.
STOXX 600: +0,18%
DAX (Alemanha): +0,10%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,01%
CAC 40 (França): +0,08%
FTSE MIB (Itália): +0,35%
Estados Unidos
O Dow Jones Futuro recua 0,16% nesta manhã, passado o entusiasmo com o acordo EUA-China. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse ao programa “Squawk Box” da CNBC, na segunda-feira, que espera se reunir novamente com representantes do governo chinês nas próximas semanas para começar a fechar um acordo maior.
Dow Jones Futuro: -0,16%
S&P 500 Futuro: -0,32%
Nasdaq Futuro: -0,46%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam de forma mista hoje, ou seja, o entusiasmo com o acordo EUA-China foi mais comedido nos mercados da região.
Shanghai SE (China), -0,17%
Nikkei (Japão): +1,43%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,86%
Kospi (Coreia do Sul): +0,04%
ASX 200 (Austrália): +0,43%
Petróleo
Os preços do petróleo caíram, após uma máxima de duas semanas, pressionados por preocupações sobre o aumento da oferta, apesar do otimismo anterior sobre a pausa na guerra comercial entre EUA e China, depois que ambos os países cortaram temporariamente as tarifas.
Petróleo WTI, -0,27%, a US$ 61,78 o barril
Petróleo Brent, -0,26%, a US$ 64,79 o barril
Agenda
Nos EUA, o destaque da agenda é a divulgação da Inflação de abril (CPI, na sigla em inglês).
Por aqui, no Brasil, o Ministério da Fazenda arrecadou R$ 21,4 milhões em taxas de fiscalização de empresas de apostas on-line no 1º trimestre deste ano. O valor, obtido com base na nova regulamentação do setor que entrou em vigor em janeiro, foi divulgado via Lei de Acesso à Informação. A arrecadação cresceu mês a mês: R$ 6,8 milhões em janeiro, R$ 7,2 milhões em fevereiro e R$ 7,4 milhões em março. As operadoras devem pagar R$ 30 milhões por uma licença de cinco anos e seguir regras contra fraudes, lavagem de dinheiro e publicidade abusiva.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg