Os índices futuros dos Estados Unidos operam em queda nesta quarta-feira (10), refletindo a escalada das tensões no Oriente Médio após os EUA realizarem ataques classificados como “de autodefesa” contra o Irã. A ação ocorreu em resposta à derrubada de um helicóptero Apache norte-americano próximo ao Estreito de Ormuz, episódio que aumenta as incertezas geopolíticas e coloca em risco o já delicado cessar-fogo entre os dois países.
Além do cenário externo, os investidores monitoram a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de maio nos EUA. Após a inflação de abril atingir o maior nível em quase três anos, o mercado busca sinais de desaceleração que possam reforçar expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central estadunidense, nos próximos meses.
No Brasil, o foco estará nos dados semanais de fluxo cambial e na divulgação da pesquisa Quaest presidencial.
Na China, o índice de preços ao produtor (PPI) avançou 3,9% em maio na comparação anual, acima das projeções, enquanto a inflação ao consumidor ficou ligeiramente abaixo do esperado, evidenciando um cenário misto para a segunda maior economia do mundo.
Brasil
Após três sessões consecutivas de queda, o Ibovespa conseguiu interromper o movimento negativo na terça-feira (9), e encerrou o pregão em alta de 0,68%, aos 169.813,15 pontos. Apesar do alívio, o desempenho pouco altera o cenário de cautela que domina os mercados desde a máxima histórica de 199.354 pontos registrada em abril. Desde então, o principal índice da Bolsa brasileira acumula desvalorização superior a 15%.
No câmbio, o dólar comercial teve variação discreta e fechou com leve queda de 0,04%, cotado a R$ 5,178. Os juros futuros também recuaram na maior parte dos vencimentos, em um ambiente de atenção renovada às perspectivas para a inflação doméstica.
Europa
Os mercados europeus operam no campo positivo, impulsionados pelos setores automotivo, de seguros e de saúde, enquanto as ações de tecnologia e os bancos ficaram atrás do índice geral.
STOXX 600: +0,09%
DAX (Alemanha): -0,09%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,07%
CAC 40 (França): +0,18%
FTSE MIB (Itália): +0,87%
Estados Unidos
Enquanto monitoram os desdobramentos da escalada do conflito no Oriente Médio, os agentes acompanham a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de maio. O consenso da Dow Jones prevê uma inflação em 4,2% na base anual e um aumento mensal esperado de 0,5%. Isso marcaria a primeira vez que o CPI ultrapassaria a marca de 4% desde maio de 2023.
Dow Jones Futuro: -0,44%
S&P 500 Futuro: -0,53%
Nasdaq Futuro: -0,84%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa, levadas pelas ações de tecnologia, que despencaram. O índice Kospi, da Coreia do Sul, desabou 4,52%, enquanto o Nikkei, do Japão, caiu 1,89%. O índice CSI 300, da China, continental perdeu 1,11%, fechando em 4.748,59 pontos.
Shanghai SE (China), -0,42%
Nikkei (Japão): -1,89%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,64%
Nifty 50 (Índia): +0,49%
ASX 200 (Austrália): +0,57%
Petróleo
Os preços do petróleo operam estáveis, apesar dos ataques retaliatórios entre os EUA e o Irã.
Petróleo WTI, +0,39%, a US$ 88,54 o barril
Petróleo Brent, +0,46%, a US$ 91,82 o barril
Agenda
O destaque da agenda internacional é a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de maio nos EUA.
Por aqui, no Brasil, entidades que representam bancos, fintechs e empresas de pagamentos saíram em defesa do Banco Central, em nota conjunta divulgada nesta terça-feira, e questionaram decisões judiciais que revertam o mérito de ações regulatórias da autoridade monetária. O documento é assinado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet), Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos (Abipag), Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e Zetta.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg