Índices futuros sem direção única antes de inflação dos EUA; IPCA é destaque no Brasil

Investidores também acompanham cenário político em torno de tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump
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Os índices futuros de Wall Street operam sem direção única nesta terça-feira (12), em compasso de espera pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, referente a julho. O dado pode reforçar as apostas de corte de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) em setembro — atualmente estimadas em 87%, segundo a ferramenta FedWatch da CME.

O consenso de mercado prevê alta de 0,2% no CPI na comparação mensal e de 2,8% na base anual. Também estão previstos para hoje discursos de dirigentes do Fed, ainda mais em um momento de mudanças na direção do Fed.

No cenário político, o presidente Donald Trump nomeou o economista E.J. Antoni para o comando do Bureau of Labor Statistics (BLS), o equivalente ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estadunidense), após demissão da ex-diretora por suposta manipulação de dados do emprego — mais uma acusação sem provas de Trump.

No Brasil, o destaque é o IPCA de julho, cuja expectativa é de alta de 0,37% no mês e 5,34% em 12 meses. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no Senado, enquanto o mercado segue à espera do plano fiscal do governo. Lula concede entrevista à noite.

Na agenda corporativa, resultados trimestrais de empresas como BTG Pactual, Americanas, Grupo Mateus e MRV devem influenciar os negócios.

Brasil

Ibovespa fechou a segunda-feira (11) com leve queda de 0,21%, aos 135.623 pontos, acompanhando o clima de cautela global. Investidores no Brasil, nos EUA e na Europa aguardam os dados de inflação ao consumidor que serão divulgados nesta terça-feira (12), tanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) quanto o CPI (inflação do consumidor) nos Estados Unidos, na tentativa de calibrar expectativas sobre o início dos cortes de juros.

No câmbio, o dólar comercial subiu 0,14%, a R$ 5,443, marcando a segunda alta consecutiva, mas ainda sem força. Já os juros futuros recuaram em toda a curva, refletindo as apostas de desaceleração inflacionária.

O mercado projeta a inflação oficial de julho no Brasil em 0,34%, com alívio nos preços de serviços e alimentos. O Boletim Focus reforça essa tendência: pela 11ª semana seguida, houve queda na projeção para a inflação.

Europa

As bolsas europeias sobem com a extensão da trégua tarifária entre Estados Unidos e China, enquanto os investidores aguardam os dados de inflação norte-americana para avaliar o impacto da guerra tarifária nos preços.

Das notícias da região, o número de empregos no Reino Unido cresceu 238.000, acima do esperado, nos três meses até junho, de acordo com dados oficiais.

STOXX 600: +0,31%
DAX (Alemanha): +0,11%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,26%
CAC 40 (França): +0,50%
FTSE MIB (Itália): +0,62%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam mistos hoje, com os investidores avaliando a extensão da trégua tarifária entre Washington e Pequim por 90 dias (até 10 de novembro). Além disso, os aguardam dados da inflação ao consumidor.

Dow Jones Futuro: +0,13%
S&P 500 Futuro: -0,38%
Nasdaq Futuro: -0,07%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, com o índice Nikkei 225, de Tóquio (Japão), renovando sua máxima histórica, em meio à avaliação dos investidores sobre a trégua comercial entre EUA e China, que abre espaço para novas negociações.

Shanghai SE (China), +0,50%
Nikkei (Japão): +2,15%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,25%
Nifty 50 (Índia): -0,05%
ASX 200 (Austrália): +0,41%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem após Estados Unidos e a China estenderem uma pausa nas tarifas mais altas, aliviando as preocupações de que uma escalada na guerra comercial prejudicaria a demanda pela commodity.

Petróleo WTI, +0,22%, a US$ 64,10 o barril
Petróleo Brent, +0,36%, a US$ 66,87 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados o relatório mensal da Opep (Organização dos Países Exportadores do Petróleo), a inflação de julho (medida pelo CPI) e também são aguardados discursos de membros do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

Por aqui, no Brasil, a comissão mista do Congresso discute nesta terça (12) a MP 1.303/2025, que trata da nova tributação sobre investimentos e ativos virtuais. O ministro Fernando Haddad participará da audiência. A medida, encaminhada após a revogação do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), propõe taxar em 5% rendimentos de fundos antes isentos, como FIIs e LCIs. Também amplia a tributação sobre apostas, bolsa e investidores estrangeiros.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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