A inflação que atinge consumidores com 60 anos ou mais registrou leve alta de 0,05% em novembro, indicando um mês de relativa estabilidade após sucessivas pressões. Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC 60+), calculado pela Fipe, que acompanha o custo de vida de famílias lideradas por pessoas nessa faixa etária — um grupo cujo orçamento é mais sensível a itens como saúde e medicamentos.
Mesmo com a desaceleração, a inflação da terceira idade continua acima da registrada para o conjunto da população. Enquanto o índice geral subiu 0,20%, o IPC 60+ acumula alta de 3,85% em 2025, contra 3,51% do indicador amplo. Em 12 meses, a diferença é ainda maior: 4,24% frente aos 3,85% da inflação geral.
O que puxou a inflação do público 60+ em novembro
O desempenho do mês reflete a combinação de forças opostas no consumo dos idosos:
Despesas pessoais voltam a pressionar
O grupo de Despesas Pessoais registrou alta de 2,10%, influenciado principalmente por:
- Viagens de excursão (+21,57%)
- Passagens aéreas (+6,99%)
Esses itens, bastante presentes no padrão de consumo da terceira idade, tiveram impacto significativo no índice.
Alimentos e energia oferecem alívio
Por outro lado, a cesta de alimentação trouxe um respiro, com queda de 0,39%, resultado da redução nos preços de diversos itens in natura:
Maiores quedas:
- Limão (–20,74%)
- Tomate (–12,56%)
- Leite longa vida (–4,36%)
A energia elétrica também contribuiu para conter a inflação do mês, com queda de 2,73%.
Outras altas do mês
Além dos itens ligados a viagens, destacaram-se:
- Batata (+6,42%)
- Serviços de manutenção doméstica, como tintura para reparos (+1,91%)
Saúde segue como maior pressão no orçamento da terceira idade
Embora novembro tenha trazido uma trégua pontual, o grupo de Saúde permanece como principal fonte de aumento de custos. Nos últimos 12 meses, o segmento acumula avanço de 8,41%, refletindo reajustes em:
- Medicamentos
- Consultas e procedimentos médicos
- Serviços de apoio à saúde