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As bolsas mundiais operam majoritariamente no campo positivo, nesta manhã de quarta-feira (12), com os investidores à espera da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de janeiro. A expectativa é de alta de 0,3% em relação ao mês anterior e de 2,9% na base anual. Os futuros de Nova York, por sua vez, operam mistos.

A divulgação do indicador é relevante, especialmente após o primeiro dia do depoimento do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, no Congresso norte-americano na véspera. Na ocasião, ele adotou a cautela ao tratar da política monetária, não sinalizando para novos cortes de juros.

Hoje, haverá o segundo dia do depoimento dele perante o Congresso, que acontecerá logo após a divulgação dos dados de preços ao consumidor. Powell, no entanto, deve reiterar a abordagem cautelosa do banco central em relação a futuros cortes de juros, especialmente devido aos impactos ainda incertos do tarifaço de Trump na economia global.

Por aqui, após a divulgação da inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que subiu 0,16% em janeiro, mostrando uma desaceleração em relação a dezembro, quando ficou em +0,52%, os agentes acompanham a divulgação dos dados do setor de serviços do mês de dezembro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Brasil

O Ibovespa fechou a terça-feira (11) com baixa de 0,76%, aos 126.521,66 pontos, um ganho de 949,85 pontos. O avanço foi exatamente no mesmo patamar da véspera.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial, avançou 0,16% no mês passado, ante 0,52% em dezembro. Trata-se do menor patamar para o mês desde 1994. O recuo ocorreu graças aos preços da energia elétrica residencial, que recuaram 14,21% e exerceram o impacto negativo mais intenso, de -0,55 ponto percentual, no indicador.

Mas, no acumulado de 12 meses, o IPCA está em 4,56% — ainda acima do teto da meta de inflação (4,5%).

Já o dólar à vista encerrou as negociações do dia cotado em R$ 5,7678, baixa de 0,31%.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo, enquanto os mercados globais aguardam dados de inflação ao consumidor dos EUA. Na região, segue a temporada de balanços corporativos.

FTSE 100 (Reino Unido): +0,05%
DAX (Alemanha): +0,16%
CAC 40 (França): +0,30%
FTSE MIB (Itália): +0,47%
STOXX 600: +0,21%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam majoritariamente em baixa, com os agentes à espera da divulgação da inflação do consumidor, medida pelo CPI, e o segundo dia de depoimento do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, no Congresso norte-americano.

Além disso, a temporada de balanços segue hoje, com as divulgações dos resultados da CVS Health, Robinhood, Cisco Systems e MGM Resorts.

Dow Jones Futuro: -0,05%
S&P 500 Futuro: -0,04%
Nasdaq Futuro: +0,04%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam com alta, enquanto os investidores assimilavam o impacto das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, nas economias regionais, e repercutiam as divulgações dos dados corporativos.

As ações de Hong Kong subiram mais de 2%, impulsionadas pelos ganhos do Alibaba e da BYD. O Alibaba Group Holding Ltd. subiu até 8,6%, o maior patamar desde setembro de 2024, depois que o The Information relatou que a Apple Inc. está fazendo parceria com a empresa para trazer recursos de IA para produtos na China.

Já a BYD atingiu um novo recorde, refletindo otimismo de que a líder chinesa em veículos elétricos desafiará ainda mais concorrentes como a Tesla por meio de sua estratégia de direção inteligente.

Shanghai SE (China), +0,85%
Nikkei (Japão): +0,42%
Hang Seng Index (Hong Kong): +2,64%
Kospi (Coreia do Sul): +0,37%
ASX 200 (Austrália): +0,60%

Petróleo

Os preços do petróleo operam no campo negativo, depois que um relatório da indústria indicou um grande aumento nos estoques de petróleo bruto dos EUA.

Petróleo WTI, -0,75%, a US$ 72,77 o barril
Petróleo Brent, -0,69%, a US$ 76,47 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados o CPI de janeiro e o balanço orçamentário federal, também do mês passado.

Por aqui, no Brasil, o presidente dos EUA, Donald Trump, citou o Brasil como motivo para novas tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio. Segundo decreto assinado na segunda (10), Trump alegou que o Brasil aumentou as compras de aço da China, impactando a indústria norte-americana. O governo dos EUA argumenta que o regime de cotas permitiu ao Brasil exportar mais, prejudicando a produção nos EUA. Caso as novas regras sejam confirmadas, siderúrgicas brasileiras perderiam competitividade no mercado norte-americano. Em 2024, o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço para os EUA. Especialistas alertam que retaliações podem prejudicar mais o Brasil do que os EUA.

*Com informações do InfoMoney e da Bloomberg

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