Os mercados globais avançam, nesta sexta-feira (5), diante do otimismo alimentado por sinais de desaceleração no mercado de trabalho dos EUA. Hoje, os agentes olham para o mais importante termômetro do mercado de trabalho norte-americano, o payroll.
O relatório ADP mostrou esta semana que foram criadas apenas 54 mil vagas no setor privado em agosto. A projeção é de que o payroll mostre a criação de 75 mil novas vagas e taxa de desemprego de 4,3%. Caso confirmados, será o quarto mês seguido de geração abaixo de 100 mil postos, o ritmo mais fraco desde o início da pandemia de Covid-19.
No Brasil, o destaque da agenda econômica é o Índice de Preços ao Produtor (PPI), divulgado às 9h, e os dados de produção de veículos, às 11h, que podem influenciar as expectativas sobre a atividade industrial e o mercado de trabalho.
Brasil
O Ibovespa fechou em alta de 0,81% na quinta-feira (4), aos 140.993 pontos, impulsionado pelo otimismo internacional diante da expectativa de corte de juros nos Estados Unidos. O índice chegou a superar, durante o pregão, sua máxima histórica intradiária, mas perdeu força no final.
O dólar comercial recuou 0,09%, a R$ 5,447, após quatro sessões de valorização. Os juros futuros também caíram em toda a curva de vencimentos.
No exterior, dados mais fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçaram as apostas de que o Fed (Federal Reserve, banco central estadunidense) deverá reduzir a taxa básica de juros na reunião de 16 e 17 de setembro. Segundo a ferramenta CME, 97,6% dos investidores projetam corte de 0,25 ponto percentual.
Europa
As bolsas europeias sobem à espera do payroll nos EUA, que pode influenciar a política monetária norte-americana. No Reino Unido, vendas no varejo superam previsões e preços de imóveis sobem 0,3%. Ações da Orsted caem 2% após corte na projeção de lucro e baixa nos ventos em parques eólicos. Empresa também tenta retomar projeto nos EUA e busca aprovar emissão bilionária.
STOXX 600: +0,32%
DAX (Alemanha): +0,23%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,36%
CAC 40 (França): +0,17%
FTSE MIB (Itália): +0,08%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA sobem hoje, após Wall Street ter fechado em alta na quinta (5), com dados fracos de emprego reforçando expectativa por corte de juros. Pedidos de auxílio-desemprego e criação de vagas abaixo do esperado sinalizam um mercado de trabalho mais fraco. O payroll de agosto ganha ainda mais importância para a decisão do Fed. Indicado ao Fed, Stephen Miran diz que manterá cargo na Casa Branca mesmo se aprovado.
Dow Jones Futuro: +0,01%
S&P 500 Futuro: +0,20%
Nasdaq Futuro: +0,44%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam em alta, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar uma ordem executiva que reduz a tarifa de importação sobre automóveis japoneses de 27,5% para 15%. O documento também confirmou o compromisso de US$ 550 bilhões em investimentos japoneses em projetos nos EUA.
Shanghai SE (China), +1,24%
Nikkei (Japão): +1,03%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,43%
Nifty 50 (Índia): 0,00%
ASX 200 (Austrália): +0,51%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em baixa, devido a um aumento surpreendente nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada e às expectativas de que os produtores da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aumentarão as metas de produção em uma reunião neste fim de semana.
Petróleo WTI, -0,47%, a US$ 63,18 o barril
Petróleo Brent, -0,40%, a US$ 66,72 o barril
Agenda
A divulgação do payroll é destaque nos EUA.
Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) reuniu-se com os ministros da Fazenda, Casa Civil e Agricultura, além do Banco do Brasil, para discutir alternativas de renegociação da dívida dos produtores rurais. O governo planeja apresentar uma proposta até a próxima semana. A medida surge após aumento da inadimplência no agronegócio, que já afetou o resultado do BBAS3 no segundo trimestre e deve pressionar o desempenho do terceiro.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg