Mercados globais avançam com expectativa de corte de juros nos EUA

No Brasil, o governo anuncia nesta quarta-feira (13) o plano “Brasil Soberano”, com R$ 30 bilhões em crédito para exportadores afetados pelo tarifaço dos EUA
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O otimismo com um possível corte de juros nos Estados Unidos sustenta a alta dos mercados globais nesta quarta-feira (13). O movimento é impulsionado por dados do CPI de julho, que indicaram avanço da inflação abaixo do esperado, reforçando a percepção de que o Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) poderá iniciar o ciclo de afrouxamento monetário já em setembro.

Segundo a ferramenta CME FedWatch, 94% dos investidores projetam redução dos juros na próxima reunião do Fed — um salto frente aos 57% estimados há um mês. O alívio nas pressões inflacionárias ocorre em paralelo a sinais de desaquecimento no mercado de trabalho norte-americano.

No Brasil, o governo anuncia hoje o plano “Brasil Soberano”, com R$ 30 bilhões em crédito para exportadores afetados pelo aumento de tarifas imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a produtos nacionais.

O anúncio ocorre em meio à divulgação de dados locais: vendas no varejo e fluxo cambial.

Ainda no radar dos investidores está a temporada de balanços do segundo trimestre, com resultados de empresas como Casas Bahia, Cosan, Eneva e Rede D’Or. Nos EUA, o foco do dia se volta para os estoques semanais de petróleo, enquanto a pressão política de Trump sobre o Fed não impediu o avanço dos índices em Wall Street, que renovaram recordes.

Brasil

Ibovespa fechou a terça-feira (12) com alta de 1,69%, aos 137.913 pontos, puxado por dados de inflação mais fracos no Brasil e nos EUA, bom desempenho das blue chips e balanços corporativos positivos. O índice chegou a ultrapassar os 138 mil pontos durante o pregão.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,3870, com queda de 1,01%.

A inflação oficial de julho, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), subiu 0,26%, abaixo da expectativa de 0,35%, o que animou o mercado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projetou continuidade na deflação dos alimentos, apoiada pela safra agrícola.

Europa

As bolsas europeias avançam hoje, com os investidores reagindo às crescentes expectativas de cortes nas taxas de juros nos EUA.

STOXX 600: +0,44%
DAX (Alemanha): +0,67%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,16%
CAC 40 (França): +0,41%
FTSE MIB (Itália): +0,39%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam majoritariamente em alta, com os agentes apostando em cortes de juros enquanto aguardam o relatório do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no atacado e será divulgado na quinta-feira (14).

Dow Jones Futuro: +0,17%
S&P 500 Futuro: -0,34%
Nasdaq Futuro: +0,04%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em alta, acompanhando o otimismo de Wall Street na véspera. Dos dados da região, o índice Nikkei 225, do Japão, avançou 1,3%, fechando em uma máxima recorde de 3.274,67 pontos.

Shanghai SE (China), +0,48%
Nikkei (Japão): +1,30%
Hang Seng Index (Hong Kong): +2,46%
Nifty 50 (Índia): +0,59%
ASX 200 (Austrália): -0,60%

Petróleo

Os preços do petróleo operam no vermelho, ampliando as perdas da sessão anterior, depois que um relatório da indústria mostrou que os estoques de petróleo bruto dos EUA aumentaram na semana passada, ilustrando que o fim do período de demanda sazonal de verão está se aproximando.

Petróleo WTI, -0,52%, a US$ 62,84 o barril
Petróleo Brent, -0,36%, a US$ 65,88 o barril

Agenda

Nos EUA, saem hoje os dados do estoque de petróleo (AIE) semanal.

Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) declarou esperar se reunir um dia com Donald Trump para uma conversa civilizada entre chefes de Estado. Em entrevista à BandNews, Lula afirmou que o Brasil não vê obstáculos para uma boa relação com os EUA. Ele classificou como “ofensiva” a carta de Trump que critica o sistema Judiciário brasileiro. A carta também relaciona a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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