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Os mercados globais operam majoritariamente em queda nesta segunda-feira (11). Os índices futuros dos Estados Unidos registram queda em meio ao aumento das tensões geopolíticas após o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitar a mais recente proposta do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou a resposta iraniana como “totalmente inaceitável”, ampliando a aversão ao risco nos mercados. O petróleo, por outro lado, avança diante das preocupações com a oferta global da commodity.

No cenário doméstico, investidores acompanham a divulgação do IGP-10 e mais uma edição do Relatório Focus do Banco Central, além da retomada da temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026. Entre os destaques do dia estão os resultados da Petrobras, previstos para após o fechamento do mercado, além de números de Itaúsa, MRV, Direcional e Natura.

No exterior, os investidores monitoram dados do setor imobiliário nos Estados Unidos e indicadores econômicos da China. A inflação ao consumidor chinesa subiu 1,2% em abril na comparação anual, acima das projeções do mercado. Já o índice de preços ao produtor avançou 2,8%, no maior ritmo desde 2022, reforçando sinais de recuperação da atividade industrial chinesa.

Brasil

O Ibovespa encerrou a sessão de sexta-feira (8) em alta, impulsionado pela recuperação de ações de grande peso na carteira do índice e pelo alívio parcial das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. Dados do mercado de trabalho norte-americano também contribuíram para melhorar o humor dos investidores.

O principal índice da B3 avançou 0,49%, aos 184.108 pontos. Apesar da recuperação no dia, acumulou queda de 1,63% na semana, registrando a quarta desvalorização semanal consecutiva.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,60%, cotado a R$ 4,8939. Na semana, a moeda norte-americana recuou 1,19% frente ao real.

Europa

As bolsas europeias operam mistas, com o impasse nas negociações de paz entre EUA e o Irã e a queda das ações do setor de defesa.

STOXX 600: -0,06%
DAX (Alemanha): -0,14%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,21%
CAC 40 (França): -0,74%
FTSE MIB (Itália): +0,22%

Estados Unidos

Os agentes estão na expectativa para a viagem do presidente Donald Trump à China no final desta semana, onde ele deve se reunir com o líder chinês, Xi Jinping. Na mesa, estará uma ampla gama de assuntos, desde comércio e controles de exportação de terras raras até geopolítica global.

Dow Jones Futuro: -0,01%
S&P 500 Futuro: -0,05%
Nasdaq Futuro: -0,12%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção única, com Kospi, da Coreia do Sul, liderando os ganhos da região, em meio à alta dos preços do petróleo.

Shanghai SE (China), +1,08%
Nikkei (Japão): -0,47%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,05%
Nifty 50 (Índia): -0,88%
ASX 200 (Austrália): -0,49%

Petróleo

Os preços do petróleo dispararam depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a contraproposta do Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, prolongando o fechamento do Estreito de Ormuz.

Petróleo WTI, +1,91%, a US$ 97,21 o barril
Petróleo Brent, +2,18%, a US$ 103,50 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem hoje os dados de moradias usadas de abril.

Por aqui, no Brasil, o governo federal oficializou na sexta-feira passada a renovação dos contratos de concessão de um grupo de 14 distribuidoras de energia elétrica do país. Com duas empresas com contratos já renovados recentemente, são agora 16 concessionárias com prorrogação na prestação de serviço por mais 30 anos na atual gestão do governo federal. Foram informados investimentos que devem chegar aos R$ 130 bilhões nos próximos cinco anos em 13 Estados. Isso significa aproximadamente 41 milhões de famílias afetadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou a prestação de contas para que de fato os investimentos anunciados sejam implementados.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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