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Os mercados globais operam em trajetória negativa, nesta terça-feira (7), após o S&P 500 encerrar a véspera em nova máxima histórica, puxado pelo forte desempenho de ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial. Foi a sétima alta consecutiva para o S&P 500 e o Nasdaq, embaladas pelo anúncio de um acordo multibilionário entre AMD e OpenAI.

O movimento reforça o otimismo com o setor, mas acende alertas de que o mercado pode estar entrando em terreno especulativo, em paralelo com o que ocorreu na bolha das pontocom no fim dos anos 1990.

No Brasil, os mercados monitoram a votação da Medida Provisória 1.303/2025, prevista para 14h30 no Congresso. A proposta amplia a tributação sobre apostas de quota fixa e reformula regras fiscais para aplicações financeiras, fundos imobiliários, ativos virtuais e operações em bolsa. A medida, que expira nesta quarta-feira (8), é parte do esforço do governo para recompor a arrecadação após o recuo do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

A agenda econômica local também traz o IGP-DI de setembro, divulgado às 8h, além dos números de produção e vendas de veículos do mês, às 10h. Às 9h, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”, da TV GOV.

Nos EUA, os investidores acompanham a balança comercial de agosto e discursos de três dirigentes do Federal Reserve — Raphael Bostic, Michelle Bowman e Neel Kashkari — ao longo da manhã.

Brasil

Ibovespa contrariou o tom positivo dos mercados globais nesta segunda-feira (6) e encerrou o dia em queda de 0,41%, aos 143.608 pontos, destoando das bolsas dos EUA e da Europa, que operaram majoritariamente em alta. O dólar comercial recuou 0,47%, cotado a R$ 5,311, na contramão do índice DXY, que avançou 0,39%.

Entre os destaques positivos do pregão, a Vale (VALE3) subiu 1,71%, após anunciar recompra de até R$ 16 bilhões em títulos perpétuos. A Embraer (EMBR3) também avançou, com alta de 1,58%, impulsionada por nova encomenda da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

No entanto, o desempenho dos grandes bancos pressionou o índice: Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 1,15%, Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,79%, Bradesco (BBDC4) perdeu 0,58% e Santander (SANB11), 0,83%. Petrobras (PETR4) também fechou em baixa de 0,90%, mesmo com a leve alta nos preços do petróleo.

Europa

Os mercados europeus recuam diante da nova crise política na França, após a renúncia do primeiro-ministro Sebastien Lecornu, o quinto em apenas 21 meses. A instabilidade elevou o risco percebido pelos investidores. Agências de rating e analistas alertam para o impacto na nota de crédito do país.

STOXX 600: -0,17%
DAX (Alemanha): -0,13%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,07%
CAC 40 (França): -0,44%
FTSE MIB (Itália): -0,12%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA recuam, apesar da paralisação do governo dos EUA, que atrasa dados econômicos e aumenta a incerteza sobre os próximos passos do Federal Reserve, o banco central estadunidense. Investidores aguardam a ata do banco central e discursos de dirigentes para sinalizações. A temporada de balanços ganha força com resultados de PepsiCo e Delta previstos para quinta-feira.Veja o desempenho dos mercados futuros:

Dow Jones Futuro: -0,26%
S&P 500 Futuro: -0,20%
Nasdaq Futuro: -0,21%

Ásia

O índice Nikkei renovou recorde impulsionado por expectativas de continuidade da política monetária frouxa no Japão, com Sanae Takaichi cotada para assumir como primeira-ministra. A moeda iene segue fraca, assim como os títulos do governo japonês. Já os mercados da China, Hong Kong e Coreia do Sul estão fechados por feriado.

Shanghai SE (China), fechado por feriado
Nikkei (Japão): +0,01%
Hang Seng Index (Hong Kong): fechado por feriado
Nifty 50 (Índia): +0,48%
ASX 200 (Austrália): -0,27%

Petróleo

Os preços do petróleo avançam, ampliando os ganhos da véspera, já que um aumento menor do que o esperado na produção em novembro pela Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais aliados) ajudou a aliviar os temores de um crescente excesso de oferta.

Petróleo WTI, +0,06%, a US$ 61,73 o barril
Petróleo Brent, +0,03%, a US$ 65,49 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados da balança comercial de agosto e são aguardados discursos de membros do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

Por aqui, no Brasil, nos dias 16 e 17 de outubro, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, vai liderar uma grande missão empresarial a Nova Déli, na Índia. Enquanto renegocia a revisão do tarifaço com os EUA, o Brasil aposta na abertura de novos mercados. Considerado fechado, o mercado indiano é visto com grande potencial pelo governo brasileiro.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

 

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