Os mercados mundiais iniciam a semana no campo positivo. Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta segunda-feira (25), enquanto o petróleo recua após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global da commodity.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as conversas com o Irã seguem de forma “ordenada e construtiva”, reduzindo preocupações do mercado com a oferta internacional de petróleo. Apesar disso, os mercados à vista norte-americanos permanecem fechados devido ao feriado de Memorial Day.
No Brasil, os investidores acompanham a divulgação da confiança do consumidor e do boletim Focus. Ao longo da semana, o destaque ficará para o Produto Interno Bruto (PIB do primeiro trimestre), a prévia da inflação (IPCA-15) e dados do mercado de trabalho.
A agenda política também deve movimentar os mercados. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, apresenta o Relatório de Estabilidade Financeira, enquanto o Congresso debate propostas sobre a escala 6×1 e a autonomia financeira da autoridade monetária.
Brasil
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (22) em queda de 0,81%, aos 176.209 pontos, ampliando o movimento de instabilidade que marcou o mercado brasileiro nas últimas semanas. Com o resultado, a Bolsa acumulou a sexta semana consecutiva de perdas.
O desempenho negativo refletiu a combinação de incertezas no cenário internacional, preocupações fiscais no Brasil e realização de lucros em ações de peso, especialmente do setor financeiro.
O dólar comercial também voltou a subir e fechou o dia em alta de 0,55%, cotado a R$ 5,028. Já os juros futuros tiveram comportamento misto, com queda nos contratos mais longos.
Europa
As bolsas europeias operam no positivo, com os agentes de olho nos avanços das negociações entre EUA e o Irã. Além disso, repercutem o avanço de mais de 10% das ações da Delivery Hero, após notícias de uma possível melhora de oferta de compra feita pela norte-americana Uber.
STOXX 600: +0,68%
DAX (Alemanha): +1,17%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,22%
CAC 40 (França): +1,15%
FTSE MIB (Itália): +0,85%
Estados Unidos
Os investidores locais repercutem a notícia do jornal The New York Times, publicada nos Estados Unidos, de que o governo norte-americano e o Irã estão próximos de assinar um acordo envolvendo uma extensão de cessar-fogo por 60 dias, durante a qual o Estreito de Ormuz seria reaberto.
Dow Jones Futuro: +0,78%
S&P 500 Futuro: +0,85%
Nasdaq Futuro: +1,27%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam positivas, com destaque para o Nikkei, do Japão, que ultrapassou os 65.000 pontos pela primeira vez devido à queda do petróleo. Os mercados de Hong Kong e da Coreia do Sul estarão fechados devido a feriados nacionais.
Shanghai SE (China), +0,96%
Nikkei (Japão): +2,87%
Hang Seng Index (Hong Kong): fechado por feriado
Nifty 50 (Índia): +1,06%
ASX 200 (Austrália): +0,40%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em forte baixa após altos funcionários dos EUA darem novos sinais positivos sobre o progresso em direção a um acordo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz.
Petróleo WTI, -4,39%, a US$ 92,36 o barril
Petróleo Brent, -4,16%, a US$ 99,29 o barril
Agenda
Agendas internacionais esvaziadas nesta segunda-feira (25).
Por aqui, no Brasil, o governo Luiz Inácio Lula da Silva informou na sexta-feira que precisará ampliar de R$ 1,6 bilhão para R$ 23,7 bilhões o bloqueio nas verbas orçamentárias dos ministérios para cumprir o limite de despesas do ano, diante da pressão gerada por um aumento de despesas de execução obrigatória. “É um sinal fundamental que a equipe econômica quer dar de compromisso com as regras, de absoluto respeito aos limites fiscais”, disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg