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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para cima suas estimativas de demanda de energia para o mês de maio de 2026 no Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo o mais recente Informe do Programa Mensal de Operação (PMO), a carga deve crescer 1,2% em relação ao mesmo período de 2025, atingindo 79.634 MW médios.

O número representa uma aceleração em relação à projeção da semana anterior, que indicava alta mais moderada, de 0,4%, e reforça uma leitura de aumento gradual no consumo energético do país.

A expansão da carga nacional reflete dinâmicas regionais distintas. O Norte lidera o crescimento, com alta de 2,6%, seguido pelo Nordeste (2,2%) e pelo Sudeste/Centro-Oeste (1,6%). Já o Sul segue na direção oposta, com retração de 2,0% no consumo.

O comportamento regional sugere combinações de fatores climáticos, industriais e de atividade econômica, com impacto direto na distribuição da carga dentro do sistema elétrico.

Sul impulsiona revisão positiva nas afluências

No cenário hidrológico, o principal destaque foi a melhora nas projeções para o subsistema Sul. A Energia Natural Afluente (ENA) da região foi revisada para 101% da média de longo termo (MLT), acima dos 87% estimados anteriormente. O movimento indica recuperação relevante nas expectativas de chuvas e vazões.

Nas demais regiões, o ONS também realizou ajustes pontuais: o Sudeste/Centro-Oeste passou para 85% da MLT, o Nordeste avançou levemente para 54%, enquanto o Norte teve revisão negativa, recuando para 78%.

Reservatórios seguem em patamar confortável

Apesar das variações nas afluências, o nível dos reservatórios no Sudeste/Centro-Oeste, principal subsistema de armazenamento do país, deve encerrar o mês em 66,3% da capacidade, ligeiramente abaixo da projeção anterior.

Nas demais regiões, o quadro é mais confortável: o Norte deve fechar maio com 97,6% da capacidade, seguido pelo Nordeste com 92,6%. O Sul, embora com melhora nas chuvas, ainda apresenta nível mais baixo, em 57,3%.

Custo de operação e despacho térmico

O cenário operativo também impactou os custos de geração. O Custo Marginal de Operação (CMO) foi equalizado em R$ 248,40/MWh nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste. No Norte, o indicador ficou mais elevado, em R$ 289,25/MWh, refletindo restrições locais.

Para garantir o atendimento à demanda, o ONS prevê despacho térmico de 7.806 MW médios na semana, sendo parte relevante decorrente de inflexibilidade contratual e o restante por ordem de mérito. O custo total de operação estimado para o período é de R$ 355 milhões, com tendência de redução nas semanas seguintes.

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