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Não há Natal em meio a conflito no Oriente Médio, diz conselho de igrejas

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil propõe reflexão pelas mais de sete mil crianças mortas na Palestina
20 de dezembro de 2023

Em mensagem de fim de ano, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (Conic) critica o conflito no Oriente Médio, entre Israel e Hamas, e afirma que a “estrela de Belém não brilhará” em 2024.

Segundo o Conic, que reúne as igrejas Católica Apostólica Romana, Evangélica de
Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil e Aliança de Batistas do Brasil, “o Natal em Belém foi cancelado”.

De acordo com o pastor luterano Munther Isaac, da Igreja Evangélica da Natividade, “na Praça da Manjedoura não há luzes que lembram a Estrela-guia, porque não há alegria em Belém”.

“Quem pode ter vontade de comemorar se estamos arrasados com as imagens que vemos todos os dias de crianças sendo retiradas dos escombros de Gaza?”, questiona o pastor Munther.

CRIANÇAS

Na mensagem, o Conic afirma que “diferente do menino-Deus que foi salvo da política infanticida de Herodes, crianças, deste ano de 2023, não tiveram a mesma sorte e foram assassinadas por um conflito insano”.

A entidade lembra também que “a luz da Estrela-guia foi ofuscada pelos mísseis e não guiou os magos do Oriente. Diferente de 2023 anos atrás, hoje, a Estrela-guia ilumina os corpinhos das mais de sete mil crianças mortas”.

“Da cidade de Belém e das terras empoeiradas da Palestina, a mensagem que recebemos é que, desta vez, a violência em forma de guerra não quer que encontremos a pequena criança na Manjedoura”, diz a mensagem.

SILÊNCIO E ORAÇÃO

O Conic ressalta ainda que gostaria “imensamente de oferecer uma mensagem de Natal bonita e alegre, no entanto, este ano, o Natal nos exige silêncio e oração, porque os mísseis e o barulho das armas competem com o coro celestial dos anjos”.

“Em Belém não será assim. Lá, as “Raquéis” palestinas não celebrarão o nascimento de seus pequenos. Elas choram inconsoláveis por seus filhos, porque eles já não existem mais. Não há Natal em Belém!”, finaliza a mensagem.

A seguir, a íntegra do texto:

Não há Natal em Belém – Mensagem de fim de ano do CONIC

“…vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes e mandou matar todos os meninos de Belém e seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos. Então, se cumpriu o que fora dito por intermédio do profeta Jeremias: Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existiam.” (Mt 2. 16-18)

Este ano, a Estrela de Belém não brilhará!

Não haverá anjos cantando e anunciando o nascimento do Deus-criança. O Natal em Belém foi cancelado. Na Praça da Manjedoura não há luzes que lembram a Estrela-guia, porque não há alegria em Belém. 

O pastor luterano Munther Isaac, da Igreja Evangélica da Natividade, explica o porquê: “Quem pode ter vontade de comemorar se estamos arrasados com as imagens que vemos todos os dias de crianças sendo retiradas dos escombros de Gaza?”

Diferente do menino-Deus que foi salvo da política infanticida de Herodes, crianças, deste ano de 2023, não tiveram a mesma sorte e foram assassinadas por um conflito insano. 

Natal é noite de luz, Natal é esperança, Natal é brilho nos olhos, Natal é encontrar Jesus na manjedoura sorrindo para nós e, com seus olhinhos infantis, anunciando que tudo ficará bem.

Em Belém não será assim. Lá, as “Raquéis” palestinas não celebrarão o nascimento de seus pequenos. Elas choram inconsoláveis por seus filhos, porque eles já não existem mais.

A luz da Estrela-guia foi ofuscada pelos mísseis e não guiou os magos do Oriente. Diferente de 2023 anos atrás, hoje, a Estrela-guia ilumina os corpinhos das mais de 7 mil crianças mortas.

Como Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), gostaríamos imensamente de oferecer uma mensagem de Natal bonita e alegre, no entanto, este ano, o Natal nos exige silêncio e oração, porque os mísseis e o barulho das armas competem com o coro celestial dos anjos.

Da cidade de Belém e das terras empoeiradas da Palestina, a mensagem que recebemos é que, desta vez, a violência em forma de guerra não quer que encontremos a pequena criança na Manjedoura. 

Não há Natal em Belém! 

Que a multidão dos anjos que canta “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na Terra entre todas as pessoas a quem Deus quer Bem” (Lc 2:13,14) seja mais forte que o barulho estridente das armas e console as Raquéis, Marias e Josés sem seus filhos.

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)

 

 

 

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