Os Estados Unidos (EUA) apreenderam, nesta sexta-feira (9), mais um um petroleiro no Mar do Caribe, perto de Trinidad e Tobago. Trata-se da quinta interceptação de navios das últimas semanas.
O petroleiro alvo é o Olina, que partiu da Venezuela após o bloqueio imposto pelos EUA. A ação faz parte dos esforços de Washington para controlar as exportações venezuelanas de petróleo.
“O rastreador AIS (de localização) da embarcação esteve ativo pela última vez há 52 dias na ZEE venezuelana, a nordeste de Curaçao”, informou separadamente a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard.
A apreensão ocorre após uma longa perseguição a petroleiros ligados a carregamentos de petróleo venezuelanos sancionados na região. O navio Olina partiu da Venezuela na semana passada totalmente carregado com petróleo, como parte de uma flotilha, logo após os EUA sequestrarem Nicolás Maduro.
O navio retornava à Venezuela totalmente carregado após o bloqueio americano às exportações de petróleo venezuelanas, segundo informações da CNN. O navio estaria usando indevidamente a bandeira do Timor-Leste.
Ofensiva dos EUA para controlar exportações da Venezuela
A apreensão do Olina ocorre após os EUA terem apreendido dois petroleiros ligados à Venezuela nesta semana, incluindo uma embarcação com bandeira russa no Oceano Atlântico e outro petroleiro no Caribe.
O bloqueio americano ao petróleo venezuelano sancionado permanece em pleno vigor “em qualquer lugar do mundo”, afirmou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, na quarta-feira (7). A Casa Branca afirmou que o presidente Donald Trump “não tem medo” de continuar apreendendo petroleiros sancionados, apesar das preocupações de que isso possa aumentar as tensões com a Rússia e a China.
“Ele vai aplicar nossa política que é melhor para os Estados Unidos da América”, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt. “Isso significa aplicar o embargo contra todos os navios da frota clandestina que transportam petróleo ilegalmente”.

Washington impôs sanções ao Olina em janeiro do ano passado, quando ainda se chamava Minerva M. Três navios — Skylyn, Min Hang e Merope — todos totalmente carregados e pertencentes à mesma flotilha que partiu na semana passada, retornaram às águas venezuelanas na quinta-feira (8), segundo uma fonte do setor. Outros sete petroleiros dessa flotilha, também totalmente carregados, deveriam retornar às águas venezuelanas nesta sexta-feira (9) e no sábado (10).