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O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que o Ensino Médio brasileiro lidera a evasão escolar no ensino público e afirmou o compromisso do ministério em fortalecer políticas de combate à evasão, como o programa Pé de Meia.

No ano passado, mais de 500 mil alunos deixaram a rede pública de ensino, revelam os resultados do Censo Escolar 2023 divulgados pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Em contrapartida, as matrículas na rede privada aumentaram 4,7% em comparação ao ano anterior.

Os dados mostram que 68.036.330  milhões de brasileiros ainda não concluíram a educação básica, sendo motivo de preocupação. Além disso, no ensino médio, 8,8 milhões de jovens e adultos entre 18 a 29 anos não terminaram esta etapa na educação, e não frequentam nenhuma instituição de educação básica.

Evasão Educacional Básica

Entre as causas estão a reprovação, segundo especialista, um dos motivos que levam os alunos a abandonarem a educação básica. Em 2022, após o término das políticas de aprovação automática adotadas durante a pandemia, os índices de retenção aumentaram, atingindo 7,9% nos anos finais do ensino fundamental (5º ao 9º ano) e 13,4% no ensino médio.

Como resultado disso, em 2023, no 6º ano do ensino fundamental, 15,8% dos estudantes não possuíam a idade adequada, seja por reprovação ou abandono, o que contribui para o aumento do risco de interrupção dos estudos no futuro.

Santana expressou a intenção de evitar que os estudantes abandonem a escola e recorram ao programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), buscando reverter a tendência de evasão: “Não queremos deixar ninguém para trás. Queremos reverter a tendência de o jovem precisar ir para a EJA lá na frente”, disse o ministro.

Alternativa a evasão

A educação em tempo integral, destacada como uma estratégia do governo Lula para combater a evasão escolar, registrou um aumento nas matrículas do ensino médio, passando de 20,4% para 21,9% na rede pública e de 9,1% para 11% na rede privada. Em média, 1 a cada 5 alunos do ensino médio no Brasil está em escola em tempo integral.

O ministro enfatiza que escolas em tempo integral, que ampliam o projeto de vida dos alunos com apoio psicológico e esportivo, são eficazes na redução do abandono e evasão.

O ensino técnico, tanto nos colégios quanto após a formação na educação básica, teve um aumento significativo, com matrículas crescendo 12% em um ano, totalizando 2.413.825 alunos. No ensino técnico integrado ao ensino médio, oferecido pelas escolas, há 782.129 alunos matriculados.

O ministro Camilo Santana também anunciou um programa que integrará a Educação de Jovens e Adultos (EJA) ao ensino técnico, permitindo que adultos e idosos retomem os estudos por meio do ensino profissionalizante.

Distorção idade-série

O Censo também divulgou dados da distorção idade-série, além dos 15,8% de jovens que não correspondiam ao 6º ano do ensino fundamental no ano passado, a educação indígena apresentou maior índice com 39,1%; seguida da educação especial com 36,4% e a quilombola com 28,4%. A menor taxa ficou para estudantes brancos com 9,6%. As informações são do G1.

Entre os Estados, lista dos maiores e menores taxas se configuram como:

  • Maiores distorções:

Amapá (32,4%).

Pará (31,7%).

Rio Grande do Norte (29,6%).

  • Menores distorções:

São Paulo (5,9%).

Ceará (7,4%).

Mato Grosso (8,3%).

Educação infantil distante da meta

O Plano Nacional de Educação (PNE) tinha como meta matricular pelo menos 50% das crianças de 0 a 3 anos em creches até 2024, visando benefícios para o desenvolvimento infantil e possibilitando que as mães retornem ao mercado de trabalho.

No entanto, segundo o Censo, o Brasil ainda está distante da meta, embora tenha havido uma melhoria. Em 2022, 36% das crianças nessa faixa etária estavam matriculadas, aumentando para cerca de 41% em 2023, com mais de 4,1 milhões de alunos em creches.

Carlos Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep, destaca que a educação infantil foi “a etapa mais afetada pela pandemia”, mas agora apresenta crescimento expressivo.

O Censo também evidencia a necessidade de investimentos na estrutura das escolas de educação infantil, indicando que menos da metade delas (41,8%) possui materiais para atividades artísticas, 57,7% oferecem banheiros adequados para as crianças, e apenas 6,7% possuem quadra de esportes.

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