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Inflação fica dentro da meta após dois anos e fecha 2023 em 4,62%

Em 2023, a meta de inflação era de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos
11 de janeiro de 2024

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o acumulado do ano de 2023 em 4,62%. Com o resultado, a meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), foi cumprida pela primeira vez desde 2020.

Em 2023, a meta de inflação era de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos (de 1,75% a 4,75%).

No mês de dezembro de 2023, os preços subiram 0,56%, de acordo com os dados divulgados na manhã de hoje (11) pelo IBGE. O número representa uma aceleração na comparação com o mês de novembro, quando a inflação ficou em 0,28%.

RESULTADO DO ANO 

O resultado da inflação no ano de 2023 foi influenciado, em sua parte, pelo preço dos Transportes (7,14%), com 1,46 ponto percentual. A gasolina foi o subitem com maior peso, com alta de 12,09% e impacto de 0,56 p.p.

Também tiveram grande impacto no aumento da inflação dos transportes: emplacamento e licença, com alta de 21,22% no ano e peso de 0,53 p.p. no IPCA; passagens aéreas, com alta de 47,24% e contribuição de 0,32 p.p. no índice.

O aumento nos planos de saúde (11,52% de alta e 0,43 p.p. no índice), no grupo de Saúde, e a energia elétrica residencial (9,52% e 0,37 p.p.), no grupo de Habitação, também pesaram na inflação de 2023.

Por outro lado, o resultado do grupo Alimentação e bebidas foi o melhor desde 2017. A alta foi de apenas 1,03%, influenciado pela queda nos preços da Alimentação no domicílio (-0,52% no ano). A alimentação fora de casa, no entanto, teve alta de 5,31%.

O resultado teve influência na diminuição nos preços do óleo de soja (−28% e −0,09 p.p.), do frango em pedaços (−10,12% e −0,07 p.p.) e das carnes (−9,37% e −0,27 p.p.).

RESULTADO DE DEZEMBRO

A alta de 0,56% na inflação de dezembro teve influência de um aumento nos preços dos alimentos e bebidas (1,11%). A energia elétrica residencial (0,54%) e a taxa de água e esgoto (0,85%) também pesaram no setor de Habitação.

As passagens aéreas, com alta de 8,87%, foi o subitem a maior contribuição individual do mês, de 0,08 p.p.

Os combustíveis, porém, tiveram uma deflação de 0,50%, com quedas em todos os principais subitens: óleo diesel (−1,96%), etanol (−1,24%), gasolina (−0,34%) e gás veicular (−0,21%).

 

Com informações do G1

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