Internado por pneumonia e em estado crítico, papa teve ‘noite tranquila’, segundo Vaticano

O pontífice precisou de oxigênio suplementar e transfusões de sangue
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Internado no hospital Gemelli, em Roma, por causa de uma pneumonia dupla, o Papa Francisco, de 88 anos, teve uma noite “tranquila” e descansou, informou o Vaticano neste domingo (23).

O papa deu entrada na unidade de saúde no dia 14 de fevereiro, após sentir dificuldade para respirar. Acabou acometido por pneumonia diagnosticada em ambos os pulmões.

O Vaticano descreveu seu estado como crítico pela primeira vez no sábado (22). O pontífice precisou de oxigênio suplementar e transfusões de sangue. “A noite foi tranquila, o papa descansou”, informou o Vaticano em uma atualização durante esta manhã, sem fornecer mais informações.

Pneumonia dupla é uma infecção séria que pode inflamar e deixar cicatrizes em ambos os pulmões, dificultando a respiração. O Vaticano descreveu a infecção do papa como “complexa”, dizendo que está sendo causada por dois ou mais microrganismos.

O papa Francisco de cadeira de rodas na Basílica de São Padro, no Vaticano, em outubro de 2024
O papa Francisco de cadeira de rodas na Basílica de São Padro, no Vaticano, em outubro de 2024

Papa está no posto há 11 anos

Francisco, está no posto desde 2013. Ele é particularmente propenso a infecções pulmonares porque desenvolveu pleurisia quando jovem adulto e teve parte de um pulmão removido.

Em uma declaração na noite de sábado, o Vaticano disse que o papa sofreu uma “crise respiratória prolongada semelhante à asma” que exigiu a administração de “oxigênio de alto fluxo”.

Ele disse que também precisou de transfusões de sangue porque os testes mostraram que ele tinha uma baixa contagem de plaquetas, que está associada à anemia. Plaquetas são fragmentos de células em nosso sangue que formam coágulos e param ou previnem sangramentos.

Em um briefing na sexta-feira, dois de seus médicos disseram que o papa era altamente vulnerável devido à sua idade e fragilidade geral.

O Dr. Sergio Alfieri, membro sênior da equipe Gemelli, disse que havia o risco de a infecção pulmonar se espalhar para a corrente sanguínea e evoluir para sepse, o que “poderia ser muito difícil de superar”.

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