Soldado israelense destrói estátua de Jesus Cristo e igreja expressa indignação

Governo israelense admite gravidade do episódio, pede desculpas a cristãos e promete punição ao militar
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Uma imagem ganhou grande repercussão no último domingo (19). Nnela, um soldado israelense golpeava, com o auxílio de um machado e sob forte violência, uma estátua de Jesus Cristo em uma propriedade privada de um vilarejo cristão de Debel, no sul do Líbano. O local é uma das poucas áreas em que moradores permaneceram, ainda que sob os diversos ataques da ofensiva militar de Israel na região.

A reação de líderes cristãos foi imediata. O patriarca católico de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, expressou nesta segunda-feira (20) “profunda indignação” com a profanação e classificou o episódio como uma “grave afronta à fé cristã”.

Em comunicado divulgado pela Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, o líder religioso fez uma “condenação sem hesitação” do ato e afirmou que o caso revela uma “falha preocupante na formação moral e humana”, diante do desrespeito ao sagrado e à dignidade dos outros.

A nota também cobrou “procedimentos disciplinares imediatos e decisivos” contra o militar responsável e garantias de que episódios semelhantes “não serão tolerados nem se repetirão”. O documento ainda menciona outros casos relatados de profanação de símbolos cristãos na região.

Diante da repercussão, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a autenticidade do registro e classificaram a ação como de “grande gravidade”. Em nota, o Exército afirmou que o comportamento do soldado é “totalmente incompatível com os valores” da instituição e prometeu medidas disciplinares.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse estar “chocado e entristecido” com o episódio e afirmou que o ato foi condenado “nos termos mais veementes”.

Gideon Sa’ar, ministro das Relações Exteriores de Israel, também se manifestou: “Pedimos desculpas por este incidente e a todos os cristãos cujos sentimentos foram feridos”.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, também criticou o episódio, classificando-o como um “ataque violento contra os cristãos”, e afirmou que a profanação de símbolos religiosos “não é demonstração de força, mas de fraqueza”, além de ferir princípios de liberdade religiosa e diálogo inter-religioso.

A pressão internacional levou à prisão do soldado e à abertura de julgamento em tribunal militar. Segundo autoridades israelenses, o caso será tratado com rigor, e o governo prometeu restaurar a imagem religiosa destruída.

Caso condenado, o militar pode enfrentar punições severas e ter o delito registrado em sua ficha criminal.

Líderes cristãos reagiram com indignação. “Um dos soldados israelenses quebrou a cruz e fez essa coisa horrível, essa profanação de nossos símbolos sagrados”, afirmou Fadi Falfel, padre da cidade.

O episódio ocorre em meio a tensões recentes envolvendo a comunidade cristã na região. No fim de março, o próprio cardeal Pizzaballa foi impedido por autoridades israelenses de celebrar uma missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro, em Jerusalém, fato que gerou indignação entre fiéis.

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